domingo, 2 de setembro de 2012

What do you say?

Não me lembro bem se foi Shakespeare que disse que a vida era a arte do encontro, embora houvesse tantos desencontros nela. Concordo, e sendo a boa paranoica que sou, penso sempre que é conspiração.
É ingrato da parte do universo te colocar em certas situações que você jamais ostentou, te fazer mudar completamente por desejos que nunca imaginou que pudessem ser despertados, te fazer esperar um bom tempo para conseguir se situar, entender a grande desordem que tudo provocou dentro de você e depois, simplesmente, te cobrar atitudes com urgência. Não é questão de deixar o bonde passar, de ficar inerte esperando as coisas caírem do céu, mas simplesmente de sentir que eu também mereço desfrutar da tranquilidade do acaso, das coisas que se encaixam naturalmente, sem requerer grandes esforços. Quando é que Maomé vai se deslocar até mim?
Estou disposta a tudo, taking chances, jumping off the edge, sem saber se existe chão pra pisar, mão pra segurar, um inferno pra enfrentar, só não me conformo que, de novo, sou EU que estou disposta. Eu é que tenho que dar o primeiro passo, eu é que tenho que expor a cara ao tapa. E já foram tantos...
Quebrar a cara depois, caso não dê certo, não me preocupa. Esse risco é natural. O que me tira o sono é pensar que talvez isso que não está acontecendo fosse trazer tantas coisas boas... E eu preciso tanto dessa bondade das coisas na minha vida!
Seria tão simples, uma resposta direta, um "sim" deixado despropositadamente em algum lugar, uma afirmativa jogada sem contexto em algum canto das nossas tantas conversas... Era só disso que eu precisava pra ter coragem de vomitar as flores que já nasceram dentro de mim, pra mostrar o quanto eu posso me doar, o quanto eu me guardei pra quem eu achava que merecia. Mas trauma é uma coisa que paralisa e te faz pensar que é melhor idealizar um sentimento não vivido do que botar tudo a perder. De novo.
É o medo. Medo do mais puro e cruel. Medo de quem já apanhou tanto que, só de sentir o cheiro do perigo, se esconde debaixo da cama, chora e treme.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

dia mundial contra o direito de ser babaca

Dia mundial contra homofobia, cejura?
Ai, galera, não sei vocês, mas eu não acho que sair na rua de mãozinha dada com seu namoradoª ou ficar twittando #homofobianao vá mudar a cabeça do resto da humanidade. Olha, se nem protestos seguidos de greve têm surtido efeito (motoristas de ônibus e professores que o digam), quanto mais protesto que não afeta a vida de ninguém. Nego que acha bacana ficar cuidando do cu do outro não pode ser levado em consideração e, na minha humilde opinião, o preconceito é inerente à babaquice do ser humano and nothing's gonna change, a não ser que o calendário Maia surta efeito.
Não consigo enxergar a lógica de TER QUE DEFENDER meu direito de dar o cu, de ser negro ou de ser mulher. Talvez o foco esteja errado; por que não lutar pela impunidade ao preconceito? Né? a lei pode ser mudada, a cabeça de gente babaca, não!
Na verdade eu meio que tenho fobia a militantes (de testemunhas de jeová a Nazistas) e sou uma idealista meio sedentária, mas por pura amizade sugiro que raciocinem previamente sobre o efeito desse protesto antes de sairem na rua vestidos de Lady Gaga nesse dia frio.

domingo, 13 de maio de 2012

Se o diabo é pai da mentira...

o mundo inteiro está querendo ser adotado por ele. Cara, é impressionante o quanto as pessoas amam ser enganadas. Todo.ser.humano.ama.ser.enganado. Todos queriam ouvir da pessoa amada que é correspondido ou que são/estão bonitos algum dia, mesmo que fosse mentira.
Todas as vezes que eu entro em redes sociais e vejo milhares de atualizações com frases moralistas e de efeito do tipo “machuque-me com a pior verdade, mas não me iluda com a pior mentira”, a vontade que eu tenho é de curtir e fazer um comentário do tipo: “olá, primeiramente gostaria de dizer que você é babaca, depois que você é feia, mal amada e mentirosa, porque duvido que gostou dessas verdades que falei. Beijo.”
O mundo gira em torno de ter uma vida social e, para ter uma vida social tranquila e se relacionar bem com todo mundo, é claro que é necessário mentir. Quando uma pessoa feia chega em você dizendo que quer se matar porque é feia e ninguém gosta dela, a primeira coisa que você vai dizer é “não, você é bonita sim”. Mentira. E você tá certo em mentir. Todos precisamos do mínimo de ilusão na vida para sobreviver. Tipo, tenho 25 anos e duvido que eu vá casar um dia, mas sempre digo que vou casar de vestido verde, numa catedral gótica e etc. Me deixem!
Outra situação em que você sempre irá mentir é quando alguém, superior a você, tipo sua chefe ou uma professora fodona de quem você precisa tirar nota, chega e te fala: “cortei o cabelo, ficou bom?” olha, se você me responder que diria “não”, vem cá acabar de escrever esse texto porque você é mais mentiroso do que eu.
As pessoas têm mania de usar moralismo onde não cabe. Dizer que não admite pedofilia não faz de você um pedófilo, mas dizer que não admite mentira faz de você um mentiroso. Coisa que você já nasceu sendo, todos nascemos.
Eu digo, sim, que não admito que mintam coisas sem necessidade, do tipo “meu pai tem um jatinho” ou “eu já morei na Europa”. Velho, você é doente. Ninguém quer saber isso. Isso não te torna mais legal. Quem tem um jatinho ou morou na Europa e sai comentando, ou era pobre e ficou rico, ou pnc, ou um attention wore. Isso não é legal. Conheço mentirosos patológicos e isso sim me preocupa, mas eu prefiro lidar com uma pessoa assim do que com alguém que enche a boca pra dizer que não mente, porque já o está fazendo.
A mentira pode salvar vidas. A mentira pode te fazer mais feliz. A mentira pode mudar a vida de alguém. Minta para uma pessoa feia que o cabelo dela está bonito, minta para uma pessoa burra que ela é genial, minta para uma gorda que ela tá parecendo mais magra, minta para uma magrela que a bunda/peito dela cresceu. Chega de tapar o sol com a peneira, pessoal: todos somos mentirosos e gostamos de mentiras.
Beijos a todos e saibam que estão muito lindos hoje. Rsss.

Lola gets (:(

Será que seria o caso de encher a cara e reclamar da vida na internet? Sempre é.
Quando as pessoas vêm me pedir pra voltar a escrever eu fico tentando imaginar se posso mesmo fingir demência e, como quem não quer nada, voltar a escrever aqui mesmo, como se eu fosse a mesma pessoa que era em 2008 quando criei esse cantinho de sociofobia. Na verdade eu até acho que sou, apenas um pouco menos babaca.
Engraçado ler meu anseio por iniciar minha profissão depois de ter passado num concurso público, mudado de cidade e viver da licenciatura. Hahaha, véi, pela primeira vez eu poderia estar aqui dizendo que consegui o que almejava mas  só consigo pensar que, ao invés de ficar angustiada pensando no tempo em que eu começaria a trabalhar, eu poderia ter, sei lá, dormido mais, amado mais, bebido mais ou transado lido mais livros.
E olha, tenho lido pra caralho e pensado que, porra, tudo que tinha pra escrever no mundo já foi escrito, mas sempre há chances de você exteriorizar seu excremento cerebral e alguém se identificar com ele, não é mesmo?
Tô morando em Campinas em um pensionato feminino, trabalhando em uma escola pública e tentando pensar que Deus não foi injusto por não ter me feito nascer bonita e talentosa o suficiente para estar tentando uma carreira na broadway, não na educação.

Anyway, apesar de sempre estar disposta a reclamar, tenho que reconhecer que nesses 4 meses de vida adulta eu conheci pessoas incríveis, inclusive a mim mesma e já consigo entrar num supermercado e comprar alguma coisa além de cosméticos, álcool e especiarias.

É nessas horas que eu desminto o ditado de que o ladrão nasce feito. A ocasião realmente é tudo, meus amigos. Muito boa noite.

sábado, 12 de março de 2011

"O mundo é um moinho" (?)

Sinto muita agonia quando ouço o mestre Cartola dizer naquela maravilhosa canção:

"Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar seus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões a pó"

Não seria sincero da minha parte dizer que esses posts sérios são culpa da minha atual TPM, porque eu estaria apenas fugindo da realidade de que isso já estava guardado dentro de mim que a vulnerabilidade sentimental desse momento apenas me permitiu exteriorizar.
No penúltimo post eu meio que passei por cima do que seria uma explicação por toda essa ausência do blog mas eu senti que, para esse recomeço, eu teria que, antes de mais nada, ser sincera comigo e com vocês para poder estar aqui de forma mais inteira.
Acho que meu 2010 foi um ano de silêncio, não só porque nada realmente relevante aconteceu, mas porque a minha alma também estava silente proveniente de uma grande frustração.
Há um momento na vida em que nós chegamos em um determinado ponto em que não sabemos qual direção tomar. Qualquer passo errado pode acarretar erros enormes, que não serão mais temporários como eram nas nossas decisões de criança e adolescente, mas dos quais carregaremos as consequências pelo resto da vida.
Terminar uma faculdade é um marco na vida de qualquer pessoa, é um ciclo se fechando, é uma conquista que chega, cheia de medos e de obscuridade, sim, mas geralmente é a primeira vez na vida de um jovem em que ele se sente diante de sua vida adulta. Eu sei que muitas pessoas não fazem faculdade e nem por isso deixam de ter uma vida adulta, mas quando alguém não se prepara formalmente para uma profissão específica, essa pressão da qual vou falar acaba sendo menor porque você não escolheu exatamente uma profissão, você aprendeu a fazer algo e se tornou independente à partir do seu trabalho. Para falar a verdade, ainda creio que lá no fundo daquelas pessoas que não se formaram fica sempre inconclusa a decisão ou conclusão daquela pergunta que sempre ouvimos quando crianças: "o que você vai ser quando crescer?". Hoje a minha pergunta é outra: "o que será de mim agora que já cresci e escolhi o que vou ser - e ainda não sou?".
Eu sei que parece complexo demais, mas nem posso dizer que não é, pois estaria mentindo. Eu escolhi ser professora, eu queria isso com convicção desde os meus 16 anos. Confesso que houveram momentos em que eu questionei essa minha escolha, não pelo meu coração - porque eu amo a educação, a Língua Portuguesa e suas literaturas - mas pela prática financeira mesmo.
Pela influência da minha família, se eu tivesse me formado em administração de empresas, ciências contábeis ou economia hoje, provavelmente, eu estaria trabalhando dentro de um banco e já seria relativamente bem sucedida. No entanto, estou com um ano de formatura e ainda não ganhei sequer um centavo com a minha profissão e sei que, quando eu ganhar, o meu salário será muito inferior ao que eu teria caso fosse bancária.
É uma faca de dois gumes, que parece me cortar cada vez que penso a respeito disso, mas eu tomei uma decisão com a qual terei que lidar pro resto da minha vida. Eu não me arrependo e sei que se o tempo voltasse eu não faria diferente, mas sabe quando você se sente absurdamente frustrada por não conseguir prosperar naquilo que planejou? Perdoem a metáfora pobre, mas é exatamente como se você ganhasse asas e não pudesse voar.
Esse ano (provavelmente) começo a dar aulas como professora eventual. Isso é bom, vou adquirir experiência na minha área, vou ter contato com a profissão que escolhi, poder ver na prática se era isso que eu idealizava quando pensava em ser professora, o que me enche de um medo terrível.
E se eu descobrir que fiz tudo errado? E se eu descobrir que não nasci pra isso? E se eu fracassar? E se?
Tenho contato com muitas pessoas da educação, pessoas que fizeram licenciatura por falta de opção, porque o curso era mais barato, ou porque não sabiam o que fazer da vida. E incrivelmente essas pessoas se dão bem na profissão. E aí se torna mais difícil ainda de entender: por que pra mim ainda não deu certo?
Sem querer me gabar, mas sempre fui aplicada na faculdade, nunca tirei notas abaixo da média, sempre me dei bem nos concursos que prestei mas simplesmente não acontece. Ano passado foi um ano de "portas na cara". Não encontrei sequer uma diretora que se dispusesse a fazer meu contrato, nem para dar aula de professora eventual. É muito difícil depender dos outros e ver a falta de vontade (e disposição) das pessoas em te ajudar. É difícil, principalmente, quando olhamos para o governo e vemos que ele só piora as coisas para os professores iniciantes e faz de tudo para que as pessoas desistam dessa profissão. O ex-governador do estado de São Paulo, sr. José Serra pode ser responsabilizado por 90% de todo esse drama por ter inventado a sua brilhante "categoria F", e aprovado no ano passado uma lei que dizia que, se um professor iniciante pegasse aulas, no ano seguinte ficaria de dulcênio (DUZENTOS DIAS LETIVOS SEM TRABALHAR, OU SEJA, O ANO INTEIRO).
Bom, esse ano essa lei absurda caiu, mas ano passado, diante dessas circustâncias, o jeito era partir para o ensino privado, fiz diversas entrevistas em escolas particulares que sempre começavam com aquela pergunta básica: "tem experiência?". Preciso nem falar do resultado.
Eu não sou nenhuma filhinha de papai que sempre teve tudo o que quis. Trabalhei e paguei minha faculdade com meu próprio dinheiro. Do primeiro ao último mês. Tinha desconto por ser uma faculdade municipal, mas ainda assim, nunca pedi um real do meu pai e até hoje, há quase dois anos desempregada, posso dizer que nunca pedi dinheiro a ele.
Não que eu seja orgulhosa, mas sei que meu pai é o único que trabalha na minha casa e que ele já faz muito por pagar as despesas sozinho tendo dois filhos adultos e que podiam estar trabalhando e ajudando.
Ano passado eu até arrumei um trabalho qualquer porque não aguentava mais ficar esperando alguma coisa relacionada à minha formação, mas vou dizer que nunca senti algo tão doloroso ao guardar meu diploma na gaveta e ir trabalhar em algo que eu não gostava. Não durou muito pois a loja foi vendida e fiquei parada desde então. Daí em diante eu me estagnei numa profunda frustração.
Ano passado também entrei na pós graduação. Meu sonho sempre foi fazer a pós e depois prestar mestrado porque quero muito trabalhar na área acadêmica, mas isso também tive que interromper porque eu não tinha como pagar e não queria jogar essa despesa nos ombros do meu pai.
Mesmo meu pai não tendo pagado minha faculdade, as cobranças por parte da minha mãe sempre foram grandes. Para ela, qualquer salário mínimo que eu tivesse ganhando já estaria bom, ela não dá nenhum valor ao meu esforço, nunca me apoiou estudar e, sempre que tem oportunidade, diz que eu poderia ter feito algo que daria dinheiro, que tem muita gente sem estudo que deu mais certo na vida do que eu, que eu sou egoísta e só penso em mim com essa história de querer continuar estudando, enfim, essas coisas lindas de se ouvir quando se está à beira de uma depressão, etc. Apesar de que, quando chega visita, ela se gaba muito do meu diploma e chorou muito na minha colação de grau perto dos outros dizendo que tinha orgulho de mim (?).
Esse não é um post para lamúrias, falar do desprezo da minha mãe ou para despertar pena das pessoas, muito pelo contrário, é para que sirva de alerta para você vestibulando que está diante de uma decisão como essa: até que ponto vale seguir o coração na hora de escolher uma profissão? Eu sempre pensei que o trabalho deveria ser um lugar agradável e muito prazeroso, porque você passa a maior parte da sua vida nele, então optei pelo coração. Ainda não sei se fiz certo ou errado, espero que algum dia eu volte aqui e diga que tudo isso valeu à pena, sim.

No final do ano passado conheci uma diretora que, ao que tudo indica, é uma luz no fim desse meu túnel escuro, mas como nada ainda foi concretizado, peço que torçam por mim e que pensem muito bem à partir do momento em que tiverem que fazer escolhas assim, definitivas, nessa vida errante de seres pré-adultos.

Beijos!

p.s.: esse post sem comentários porque já é um assunto massante demais pra mim.

terça-feira, 8 de março de 2011

O morno Deus vomita!

Sabe, vejo muitas pessoas por aí com crise de identidade. Quem sou eu? O que as pessoas querem de mim? O que eu significo pra elas? mimimi... mimimi...
Eu nunca tive uma crise de identidade. Sempre soube quem eu sou, do que sou capaz, o que amo e o que odeio (porque meios termos nunca tiveram espaço no meu rol de conceitos). Em outras palavras, sou muito segura de mim mesma e do que represento no espaço que ocupo na vida das pessoas, o que elas pensam a meu respeito, etc.
Nunca fui exatamente "A queridinha da América", nunca fui o tipo de pessoa que agrada a todo mundo. Sempre tive desavenças, desafetos, desde a pré-escola, mas também sempre tive fiéis aliados e pessoas que fariam qualquer coisa para me ajudar/defender (esses foram os que chamei e chamo de amigos).

Por que sempre tenho desafetos? Simples... porque eu não consigo ser neutra, eu compro brigas para defender os que amo, não consigo fingir de morta diante de injustiças, não consigo não tomar partido ao ver situações às quais me incomodam, coisas que não aprovo e, claro, porque eu sei que tenho direito de opinar, de fazer escolhas e de decidir quem eu quero e quem não quero perto de mim. E não... não suporto gente sonsa, morna, sem opinião, de personalidade fraca ou influenciável, detesto massas, maiorias, comum ou social. Para ficar perto de mim eu escolho a dedo pessoas que possam me acrescentar algo, me fazer refletir, que possam complementar minhas ideias, meus pensamentos, que possam ampliar meu campo de visão e não pessoas que se apropriam de mim, do que penso, que concordam com tudo o que digo e muito menos que não têm uma opinião formada sobre nada... Relacionamentos são compostos por trocas e não apropriações!

Eu não julgo e não condeno pessoas incapazes de pensar por si. Não acho que elas tenham culpa, ou pelo menos consciência de que seu cérebro foi beijado por um dementador, talvez, e que ela está vagando pelo mundo como uma ameba rastejante. Dessas pessoas eu tenho pena...
A única coisa que me tira do sério é quando uma pessoa inapropriada de discernimento como essa, se apropria de uma ideia mal concebida a meu respeito e sai por aí levantando bandeira como se essa fosse uma verdade absoluta.
Muitas vezes pessoas como essas surgiram em meu caminho e eu, inutilmente, achei que um pouco de lucidez pudesse ajudar. Fui franca, falei o que pensava, incentivei-as a mudar, fiz com que elas saíssem de sua zona de conforto intelectual e que pudessem pensar no mundo como um lugar mais amplo do que sua própria bolha. Nunca menti, nunca desejei o mal, nunca fui falsa. Realidade dói? Algumas vezes sim...
Percebi que, infelizmente, essas pessoas são feitas para viver para sempre iludidas e com um conceito errôneo de vida, para se conformarem com os sentimentos efêmeros e para se refugiarem em sua realidade inventada, porque na verdade são incapazes de olhar o mundo como um lugar onde existe, além do bem e do mal, a verdade e a mentira.

Outro dia eu ouvi que de vinte pessoas que me conhecem, dezenove têm algo de ruim para falar de mim. Apesar de essa frase ter sido dita por uma pessoa que NÃO me conhece, eu me senti feliz. É tão bom perceber que você não é uma coisa só... Pois, veja bem, no mundo real, de vinte pessoas eu acho que só uma (e olhe lá) vale realmente à pena. Será que a chance maior é dessa pessoa ser eu, ou aquelas outras dezenove que agradam a todos?

Os governantes foram eleitos pela maioria, isso significa que eles têm boa índole?
Jesus Cristo foi condenado pela maioria, isso significa que ele era ruim?
Hittler foi apoiado pela maioria, quer dizer que a ideia dele era boa?

Sinceramente, eu não quero ser aceita pela maioria e muito menos fazer parte dela...
Não quero ser o tipo de pessoa a quem as pessoas se referem como "boazinhas", porque essas são as mesmas que são referidas como "coitadas" mais tarde. E eu jamais quis ser a coitada da história. Minha preferência pelas vilãs não vem do fato de elas serem más, mas do fato de enfrentarem uma maioria opressora, de serem diferentes e de defenderem seus ideais (certos ou errados) com total convicção. Pelo menos não estavam perdidas na vida se apropriando de pensamentos alheios, de ideias pré-concebidas, de grandes clichês...

Quem ouve minhas lamúrias ou lê meu twitter, pode até pensar que minha vida é uma merda mesmo, sabe por que? Porque eu não tenho problemas em rir de mim mesma, em contar minhas desventuras, apontar meus próprios erros e meus defeitos. Não me escondo por trás de uma realidade inventada, de uma vida superficial, uma máscara de bondade, da covardia de enfrentar meus medos, meus desafios e a oposição de pessoas que não pensam como eu.

O grande problema em ser tido como bonzinho é que, quando você pisa na bola, é obrigado a mentir para não desapontar as pessoas que acham que você é a reencarnação da Madre Teresa de Calcutá, não é? E nessas horas é fácil colocar a culpa em pessoas como eu. Mas olha onde está a grande contradição do seu pensamento raso: eu não preciso mentir para acobertar os meus erros porque nunca fiz com que ninguém pensasse que eu era perfeita. :)

E só para tecer um paralelo: prefiro dois dias da minha tristeza verdadeira do que um momento da sua alegria fake.

"Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente;
oxalá foras frio ou quente!
Assim, porque és morno, e não és quente nem frio,
vomitar-te-ei da minha boca." - Apocalipse 3:15, 16

Acho que é só isso.


P.S.: assunto chato mas inspirou meu banner. Hahahaha!

sábado, 5 de março de 2011

Fala galero!!

Bom, a última vez que vim aqui dizer que tava voltando ceis sabem o que aconteceu, né? E UM ANO E TRÊS MESES depois eu tô aqui na maior cara de pau. Me amem! kk
Bom, em 2010 eu nem cheguei a postar, mas adianto a vocês que não perderam absolutamente NADA porque taí um ano que podia ter sido pulado na minha vida.
Sei que não tô com muita moral e que não sou o tipo de pessoas que tem palavra, credibilidade e etc, portanto, sem prometer nada, venho através desse post contar a vocês que hoje: sábado, 5 de março de 2011 eu estou com vontade de voltar a postar nesse lugar.
A primeira impressão que tive ao entrar aqui foi que nada mais fazia sentido, a cara do blog, o layout e muito menos os posts... realmente minha vida não é mais a mesma.
Sem muita viadagi com esse negózdi template, eu tirei algumas coisas, alterei outras. Mas não mudei o nome do blog porque tem todo um simbolismo e também, bem ou mal, esse título sempre virá a calhar. Talvez role um novo banner, talvez não...

Não escrever me leva a um profundo vazio mental, a uma regressão absurda de pensamentos, de expressão e até mesmo de sentimentos. Por mais que o que eu escreva não faça sentido nem diferença na vida de quem me lê eu sinto necessidade de usar esse meio de expressão. O que significa que, gostem, não gostem, tô de volta!!

Se tô agradando ou não, cêis que se resolva!!! kkk



quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Fênix

Sei nem pra que eu tô voltando a escrever aqui. Acredito que não tenha mais nenhum leitor vivo mesmo... Hahaha, brinks, cês tão tudo aí vivão, né?
Sim, Brasil, depois dessa VIDA longe do mundo blogger, eu retomo no maior estilo Serena de ser, e não sei se vou ter saco nem memória pra atualizá-los a respeito desses longos meses de desaparecimento. Acontece que um impulso misterioso tomou conta do meu ser nessa véspera de natal me trazendo até o meu abandonado blog e me fazendo ler meu último post no qual eu citava vários motivos pelos quais eu teria que parar de postar, e daí eu entrei em choque profundo e pensei: "PORRA, EU TINHA UMA VIDA". Hahahaha.
Explico...
No mês de maio era mês das noivas e então eu me casei com um senhor rico e sozinho, ele morreu, abandonei os estudos e estou felizona na minha vida de madame inoperante.

Haha, ok, pegadinha não é o meu forte...

No mês de maio eu saí da clínica onde eu navegava trabalhava e passei a viver do ócio desde então. Apesar de ainda estar firmona no meu vício pela internet, passando adoráveis 8 horas diárias na frente do computador, eu me dediquei ao monólogo solitário da moda (twitter) e acabei me esquecendo que havia sites com perspectiva de escrita com mais de 140 caracteres.
Quanto aos trabalhos da faculdade, estágios e TCC, cabô, né gente? Tô formada e pronta pra revolucionar a educação no Brasil. (todos acreditam)
Bom, sensação de estar formada é ótima mas minha maior satisfação mesmo é saber que se eu for presa vou ficar em cela especial. Quê foi? Cada um com suas prioridades...

Quanto ao mais, continuo aí nessa de beber pra amenizar a REALIDADE, palavra mais triste que já inventaram. Hahahaha.

Olha, sou uma pessoa feliz, tenho uma vida ótima e sei que vou pro céu quando isso for decidido.

A gente se vê por aqui =)

Merry christmas and tell to Jesus that the bitch is back.

CORRÃO!

(um doce pro primeiro que vier falar que fiz letras e não sei empregar verbo)

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Tchau, i have to go now

Athualiza, athualizaaa, athualizaaaaaaaaaaa!

Ok, gente, agradeço imensamente a atenção e fico lisongeada pelas pessoas que me pedem pra atualizar o blog, que me lêem e que se AINDA se interessam de alguma forma pelas aleatoriedades que escrevo. Nos corredores da faculdade, nas reuniões familiares, nos encontros com os amigos, no orkut, msn, tem sempre alguém me questionando sobre minha inércia aqui na blogosfera.
Apareci só mesmo para dar uma satisfação a essas pessoas que vem até o blog e sempre se deparam com o mesmo post, mas a verdade é que estou sem condições de atualizar. Sem condições e sem criatividade, pra ser mais honesta.
Último ano de faculdade, um tcc pra escrever, estágios a fazer, trabalhos acadêmicos sem fim, mil cobranças e tudo isso conciliado a um trabalho em período integral, não está ajudando muito no meu desempenho por aqui.

Não tenho coragem de deletar, digo apenas que vou entrar em recesso por tempo indeterminado, o que não impede que eu venha aqui amanhã, ou daqui cinco minutos, e escreva um post novo. [/bipolaridademodeon]

Pessoas com deficiências mentais que REALMENTE se interessem pelo que ando fazendo, ou sintam falta dos meus resmungos e reclamações ad infinitum, sigam-me aqui. ( twitter também desmotiva blogueiros, pronto, falei)

"eu queria ficar, mas só que hoje não dá, eu tenho que ir embora, tenho que trabalhar"...

Beijosmepsicografem!



P.S.: Entediado? Na coluna ao lado tem uma mega listagem de blogs legais. Fica a dica.

segunda-feira, 9 de março de 2009

C&A - "Cheila Estará Atendendo"

Domingo, tédio, estava sozinha em casa quando minha tia apareceu me convidando pra almoçar no shopping. Aí eu pensei: eu, uma pessoa anti-social como sou, ir ao shopping lotado nesse calor procurar por uma mesa naquela praça de alimentação e ainda gastar meu suado dinheiro com aquelas porcarias engordativas e caras?

Mas sim, não tava fazendo nada, fui.

Não sou do tipo de mulher consumista, não planejo ir às compras tipos "vou sair e comprar tal coisa", mas é passar na porta de uma loja e... pronto, vejo, entro e compro sem nenhuma resistência.
Então, passando pela porta da C&A, me encantei com um vestido, com outro, e logo plin-plin, estava eu comprando. O problema é que lá eles não dividem muito no cartão de crédito justamente pra te obrigar a ter o cartão da loja e a atendente começou a insistir tanto pra eu fazer o cartão, falando das milhares de vantagens, 5X sem juros, alegando que ia demorar apenas 10 minutos que decidi fazer.
Chego no cadastro, sento para aguardar ser atendida quando uma moça loira de aproximadamente 20 anos se aproxima e diz:

- A senhora poderia me acompanhar?
- (senhora? oi?) Sim.
- Pode estar sentando, que eu vou estar fazendo seu cartãozinho.
- (e você? pode estar parando de falar no gerúndio e no diminutivo? Porque logo, logo vou estar quebrando sua carinha) Okey.
- Você tem RG, CPF, um comprovante de renda ou um cartão de crédito?
- (não, não tenho, sou indigente) Sim, aqui está!
- Como é o seu nominho?
- (é esse que tá escrito aí no RG, CPF e no cartão de crédito que te entreguei, mula) Ana Laura Rodrigues.
- Em que dia você nasceu?
- (no dia em que sua mãe te tirou do mobral) 04/01/87.
- Hum, você é novinha einh? Tem cara mesmo.
- (?) Ah, obrigada.
- Naturalidade?
- (leia o RG, mula) Francana.
- Ah, aqui de Franca mesmo?
- Sim.
- Nacionalidade? É brasileira?
- (NÃO, NASCI EM FRANCA MAS NA ÉPOCA A CIDADE ESTAVA PASSEANDO PELA EUROPA) ... Quê?
- Ah, sim, brasileira né? Claro. (risos)
- Pode me dar seu endereço?
- Rua Voluntário Otávio...
- Otávio com "h" ou sem "h"?
- Oi? (gente, essa ANTA tá me zoando, só pode)
- SEM "h"?
- SIM, sem.
- Quer fazer o seguro e o convênio farmá...
- Não, eu NÃO QUERO.
- Mas tem várias vantag..
- Não, muito obrigada, quero SÓ O CARTÃO e estou com pressa.
- Ah, sim, tudo bem, um momento, só estar aguardando que estarei providenciando...

(...)

Nisso eu já estava possessa, não conseguia nem rir da burrice dela, sério, porque se tem um adjetivo que me qualifica é a intolerância, me irrito até com o rítmo da fala alheia, imagina com um energúmeno surreal gerundiando e ultrapassando todos os limites da minha capacidade de fingir paciência... Eu queria mesmo era dar um ataque de Amy Winehouse e quebrar o balcão da loja. E enquanto eu tremia de raiva, ela, sem saber do risco que corria, acenava e sorria pra todas as pessoas que passavam, opinava sobre a conversa dos atententes ao lado e arrumava vagarosamente a documentação pra fazer meu cartão.
Acredito que demorou uma meia hora. Tempo esse que eu entrei em transe profundo pensando no que se passava dentro da cabeça de uma criatura daquelas. Por fim, pensei: ela merece um post no blog, preciso saber o nome dessa criatura. Então, quando ela voltou ao posto de atendimento e eu olhei pro crachá que ela tinha preso à blusa e consegui entender tudo:

CHeila.

segunda-feira, 2 de março de 2009

"Marco se ne è andato e non ritorna più"

Entender essa vida é meu desafio mor. E deveria ser o seu também... Porque você pode até achar que é dono do seu próprio nariz, que decide tudo e tals mas é porraninhuma, baby. E é tão revoltante pensar em como as coisas acontecem de uma forma totalmente desconexa e sem lógica na minha vida. Só na minha?

De repente o ex-funcionário simpático do xerox da faculdade, que também dança com a sua prima e é amigo dos seus amigos aparece na sua casa, na sua festa de desaniversário, bebe, dança, senta com você na sargeta, escuta seus dramas, te conta os dramas dele, te convida pra ir pro inferno na parte suja da Augusta, apropria-se das suas psicoses, compartilha com você as dele, desperta em você os sentimentos mais ternos do universo, toma um espaço no seu cotidiano, na sua vida e em pouco mais de um mês te obrigam a despedir-se dele sabendo que isso é definitivo.

Rio de Janeiro é mesmo um lugar muito bonito. Sempre quis ter amigos lá. Poder visitá-los, hospedar-me for free, essas coisas, mas... tinha mesmo que ser ele? Tinha que ser no domingo? Tinha que anteceder essa segunda-feira infernal? Nem sei se gosto mais dessa cidade.

Mas eu acho mesmo que esse lugar ainda é pequeno demais pra ele. Inglaterra? Talvez...

Então, como prometido, te dedico:

Marcolino, você tem o par de olhos mais meigos, verdes e brilhantes do mundo inteiro, o sorriso mais fácil e as tiradas mais espontâneas, pertinentes e rápidas que eu já vi. E isso tudo casa tão bem com o humor blasé, sagaz e pré-idealizado daquele nosso amado amigo índie... Estar com vocês pra mim é mágico.
E eu precisava de mais tempo, de mais risadas, de mais noites no Fish, de mais canelinhas no balção do Sr Zé, de mais chá verde, de mais bolos de chocolate branco, de mais festas dançantes, de mais fotos temáticas, de mais tardes e noites pirando ON FIRE no msn, de mais surtos psicóticos, de mais abraços sinceros, de mais promessas de prosperarmos juntos, de morarmos os três em um triplex à beira da lagoa Rodrigo de Freitas onde o saudoso João Gostoso do Bandeira se atirou e morreu afogado... Queria mesmo é estar aí, comendo melancia e correndo na orla com você.


Posso até ir (e irei) te visitar, mas meu desconsolo é saber que você não vai voltar. É mesmo um adeus e não um "até logo". Mas isso é egoísmo meu. O justo é que você vá... pra onde possa brilhar mais e melhor.

Conquiste essa cidade que é wonderful like you.

Aqui fica a saudade e a certeza de que durou o suficiente para que esse espaço seja pra sempre seu.

Te amo!

♥

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Satisfações (no sentido de se explicar, não de se estar satisfeito)

Como indagou sabiamente a Raquelzinha: "como você sente NECESSIDADE de escrever e não escreve, amigues?", simples, eu simplesmente não arranjo tempo.
Tudo bem que meu patrão passou a semana passada inteira internado com "crise vertiginosa" [insira aqui, caro leitor, sua piada sobre a crise vertiginosa dele] e era pra eu ter ficado aqui contando as moscas mas acontece que andaram solicitando alucinadamente meus serviços de blogger stylist e na última semana eu fiquei muito ocupada na construção de três layouts (o do Eddie valeu por mil porque ele muda de idéia assim como eu mudo de humor).

Bem, meio que menti na declaração acima porque considerando que eu sou uma pessoa totalmente viciada em internet e que passo, no mínimo, 12 horas/dia (sim, DOZE) na frente do pc, é bem curioso que eu não arranje tempo para escrever um mísero post. Tá bom, na verdade é pura preguiça e um profundo vazio mental mesmo. Pronto, falei.
Também ocorre que eu escrevo o dia todo no twitter. Cada acontecimento é uma twittada então meio que me desmotivo a criar um post para repetir o que já falei por lá. E o fato de ter três (em breve quatro) blogs também não ajuda...

Em suma, aconteceram algumas coisas interessantes nos últimos dias mas que, não se anime, não vão mudar a sua vida.

- Fui a 4 médicos e descobri que minha coluna se definhará antes do meu fígado. (juro)
- Enchi a cara, causei horrores e passei mal. (nah, isso já é rotina)
- Voltaram as aulas, os trabalhos, os livros, as apostilas, as fofocas, enfim.
- Estou sendo perseguida pela versão masculina (?) da Madonna.
- Aprendi a jogar truco. (seis miiiii, ladrão)
- Me embriaguei com whisky ESCOCÊS. (desculpa, aí)
- Fui a um carnaval de rua. (taí uma coisa inédita)
- Pela PRIMEIRA VEZ na vida eu cuidei de um bêbado. (acreditem, eu, SÃ)

E... e... e... vegetei.

Depois de amanhã esse blog completa um ano. Pra mim isso é muito importante e motivador visto que esse foi o meu primeiro blog e tals mas não, não volto aqui pra postar sobre isso.

Beijosdesliga. Câmbio.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Hiperatividade mental.

Hoje eu tô sentindo NECESSIDADE de escrever, apesar de estar um pouco desmotivada de fazê-lo aqui no blog. Isso sempre acontece quando percebo que não vou dizer nada que faça algum sentido para alguém além de mim. Só. Apesar de que eu, veja bem, eu NUNCA escrevo nada em vão. Sempre jogo palavras soltas, não tão explícitas, mas que de alguma forma resumem o que realmente quero dizer.
Engraçado porque essa coisa do hermetismo me é peculiar desde a infância. Me lembro de que quando eu tinha uns cinco anos eu fiz um desenho. Quando se tem cinco anos é muito legal desenhar. E eu me lembro perfeitamente do desenho naquele caderno quadriculado da pré-escola encapado com papel azul e plastificado também. Pausa para recordação: me lembro que naquele mesmo caderno, a tia Carminha, minha primeira professora, escreveu uma dedicatória pra mim antes de abandonar minha sala por estar doente. A tia Carminha usava calças de cotton e camisetas compridas que ela prendia só de um lado no cós das calças. Um horror, Jesus! E eu achava aquilo bonito, elegante e queria copiar. Tia Carminha foi a primeira pessoa de quem senti falta e por quem chorei na vida, e ela escreveu:

"Querida Ana Laura, espero que você continue sempre sendo essa garota esperta, atenta e inteligente que gosta de ouvir e de contar histórias. Com carinho, tia Carmem".

Óunnn... Tia Carminha, te dedico!

Voltando ao desenho. Então eu desenhei uma cabine de vidro alta e com duas escadas bi-laterais de acesso. Ela era cheia de detalhes e, por alguns instantes, me remeteu a um dragão. Dentro dela estava minha família toda: mamãe, papai e irmãozinho (que era um recém-nascido). Intitulei o desenho de "robô-dragão feminino de observação". E eu não faço a menor idéia do que eu queria dizer com isso. Mas naquela época fazia o maior sentido pra mim. Como essas palavras fazem hoje. E depois eu aprendi a fazer sentido usando as palavras, ao invés dos desenhos, e dizer coisas bobas propositalmente para te atingir, paixão. Mas se veio só pra tentar me decifrar recomendo que você pare por aqui.

Acontece que é muito anormal essa minha mania de despejar meus monólogos interiores em qualquer lugar em branco. Lugares brancos e passíveis de serem escritos sempre me pareceram um convite. E também penso que fluxos de consciência deveriam ficar dentro da... da... consciência? Mas é tão bonito... tão bonitinho. Eu só escrevo desse jeito torpe e aparentemente embaraçado quando fico altruísta e hipersensível (apesar de hoje estar com o saco cheio de tudo e sem nenhuma vontade de chorar). Mas ontem eu tava assim e hoje, quando cheguei no trabalho, encontrei uns escritos na minha mesa. Se não fosse pela letra eu poderia ju-rar que não fui eu. Mas pela grafia, que nem é cali, e é inconstante e meio desengonçada, eu sabia que fui eu mesma. Sim, fui eu! Transcrevo então um trecho?


Sinto como se o mundo inteiro fosse uma lenta camada de... de... magma vulcânico, sabe? Não? Então, é assim: sinto como se eu tivesse aqui, dentro desse cômodo branco e estático e é como se tudo ao meu redor fosse uma espessa camada quente e vermelha de magma escorrendo e vindo lentamente na minha direção. E eu não quero correr. Quero me queimar, pra valer, porque queimar é sensação, baby, e o contrário é ócio, é tédio, e fogo? Além de quente é tão bonito, atraente, sexy... ui!


(?)


Avisei pra não continuar lendo. Agora taí: decífra-me ou te devoro!

Beijinhos enigmáticos.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Pronto, falei!

Não é questão de rebeldia nem de resistência ao sistema, mas a verdade é que não sou a favor de mudanças não-democráticas. Sim, estou falando sobre a Reforma Ortográfica da Língua Portuguesa que, infelizmente, vigorou em nosso país.
Confesso que adiei o máximo que pude manifestar minha opinião, inclusive consultei o guia da reforma ortográfica somente na semana passada, mas como eu curso Letras, as pessoas sempre me perguntam qual a minha posição diante disso eu não tenho como ficar alheia ao que está acontecendo com o meu objeto de trabalho, vulgo minha minha adorada língua materna.
Quando entrei na faculdade, tinha em mente que aprenderia todas as regras gramaticais e que seria uma ditadora das mesmas, o que para minha grande surpresa foi completamente abolido logo na minha primeira aula de linguística. Todas as minhas professoras são adeptas de uma postura sociolinguista, então aprendi que a língua não é um sistema autônomo, não pode ser prescrita e descobri que a ela é viva, se modifica e que está diretamente ligada à sociedade.
No começo foi um grande impacto, muito complicado me livrar do "encosto de Pasquale" e me desfazer de toda aquela bagagem normativa que me foi imposta durante toda minha formação escolar. Só quando me aprofundei lendo "A língua de Eulália" para preparar um seminário, fui convencida de que a gramática normativa não é uma lei passível de ser seguida na oralidade, e que não é eficaz em todas as variações existentes na língua, muitas vezes, sendo incoerente e contrariando as próprias regras que impõe.
Talvez fossem necessários exemplos do que estou falando para que pessoas não-interadas no assunto pudessem ter uma noção mais clara, mas só estou me utilizando desses conceitos para estabeçecer a seguinte relação:

Sabemos que o objetivo da reforma ortográfica é a unificação da língua portuguesa, o que para mim é de uma incoerência quase cômica. Basta irmos a dois bairros de uma mesma cidade para percebermos as variações de entonação, rítmo e pronúncia da língua. De estado para estado a diferença se torna gritante. O que dizer do "tu" que só é usado em algumas regiões do norte e do sul do país? Deverá também ser abolido para a unificação da língua? Ou deverá ser adotado por todos nós, em substituição do "você" já que a segunda pessoa do singular é mesmo o "tu"? Difícil, não?
A dificuldade é explícita: se a variação de dialetos é claramente percebida entre dois BAIRROS de uma mesma cidade, como poderá ser eliminada entre PAÍSES com um oceano inteiro de diferenças como Brasil e Portugal? Isso pra nem falar na África...

Quem foi que disse que o português de Portugal é mais puro e mais correto? Ninguém é dono da língua, não podemos regulá-la sob tratado! As variações africanas, brasileiras e portuguesas são dígnas e válidas e possuem a mesma liberdade para crescer e desenvolver-se dentro de cada cultura e das possibilidades de cada país. Tem a ver com a política? Vamos ser mais respeitados com uma linguagem uniforme? Mas a língua inglesa não é a grande referência de idioma respeitado universalmente? Por que então nela mesmo podemos encontrar diferenças? Não existe inglês britânico? E o espanhol? Não está sendo tão respeitado e estudado no mundo todo? Mesmo assim temos tantos dialetos oriundos dentro da língua espanhola (Gallego, Basco, Madrileño, Andalúz, e Catalãn) que alguns destes, são extremamente diferentes uns dos outros, a ponto de os falantes não se entenderem entre si!
E por que no Brasil tinha que ser diferente? Isso só faz confirmar a piada universal de que português é burro e que brasileiro é mesquinho...
Eu acho de extrema ignorância que os gramáticos tradicionais pensem ser possível eliminar as diferenças dialetais.
Deixo claro que sou a favor de reformas e de mudanças, principalmente no âmbito gramatical, mas essas mudanças que ocorreram na nossa língua materna considero totalmente sem noção, assim como o nosso excelentíssimo presidente da república semi-analfabeto. Por que então não fazem reformas considerando as variantes linguísticas que são usadas na oralidade como a redução das proparoxítonas em paroxítonas, o ieísmo, o rotacismo e outras variações que já são tão naturais e espontâneas do falante?

Talvez você, leitor, já esteja indignado em ter que se enquadrar ao novo padrão, imagine eu que terei de ensiná-lo a jovens e crianças que já se consideram alfabetizados no padrão antigo.
Gostaria muito que alguém me explicasse o que eu vou dizer, caso um aluno me pergunte por que na palavra guitarra não se pronuncia a letra "u" e na palavra linguiça ele deve pronunciar, mesmo sem o trema e sem nenhuma acentuação que distingua a diferença? Qual é o seguimento lógico? Quais os parâmetros?

Sugiro que mudem o nome da gramática do português para "PORQUE SIM", pois essa será a única resposta que os professores poderão dar aos possíveis questionamentos.


P.S.: Não usei o trema porque, querendo ou não, terei que me adaptar.


"Esta é uma confissão de amor: amo a língua portuguesa. Ela não é fácil. Não é maleável. E, como não foi profundamente trabalhada pelo pensamento, a sua tendência é a de não ter sutilezas e de reagir às vezes com um verdadeiro pontapé contra os que temerariamente ousam transformá-la numa linguagem de sentimento e de alerteza. E de amor. A língua portuguesa é um verdadeiro desafio para quem escreve. Sobretudo para quem escreve tirando das coisas e das pessoas a primeira capa de superficialismo. Às vezes ela reage diante de um pensamento mais complicado. Às vezes se assusta com o imprevisível de uma frase. Eu gosto de manejá-la – como gostava de estar montada num cavalo e guiá-lo pelas rédeas, às vezes lentamente, às vezes a galope.
Eu queria que a língua portuguesa chegasse ao máximo nas minhas mãos. E este desejo todos os que escrevem têm. Um Camões e outros iguais não bastaram para nos dar para sempre uma herança da língua já feita. Todos nós que escrevemos estamos fazendo do túmulo do pensamento alguma coisa que lhe dê vida. Essas dificuldades, nós as temos. Mas não falei do encantamento de lidar com uma língua que não foi aprofundada. O que recebi de herança não me chega.
Se eu fosse muda, e também não pudesse escrever, e me perguntassem a que língua eu queria pertencer, eu diria: inglês, que é preciso e belo. Mas como não nasci muda e pude escrever, tornou-se absolutamente claro para mim que eu queria mesmo era escrever em português. Eu até queria não ter aprendido outras línguas: só para que a minha abordagem do português fosse virgem e límpida."

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Clarice Lispector.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Me dei o direito de entrar em recesso. Só do blog, claro! Impressionante como eu adoro escrever quando não há fatos a relatar, e quando tudo começa a ficar absurdamente incrível, eu perco o tesão de contar. Concluo: me acostumei a ter uma vidinha fodida e tediosa.

Poderia fazer um resumo, sem detalhar (moral a zelar, ok?), dizendo que bebi whisky e causei (causamos) na festa do João, que bebi tequila e causei (causamos) na festa do meu irmão, que bebi Piagentini e causei (causamos) na casa da Vê, que bebi Martini e causei na minha própria festa (causei paixões imediatistas, com direito a declarações e coraçõezinhos desenhados no ar), que bebi ASKOV (5,00) e causei (causamos) na festa do meu amigo Rafa (vulgo noite de terror no Play Center). Dezembro-Janeiro sempre são putas meses de acontecimentos extraordinários na minha vida. Fora o dia 24, 25 e o dia 31/12 que sempre são deprimentes. Eu poderia até dar aquela romanceada nisso, encontrando uma explicação mítica e espiritual pra essa "coincidência" intrigante - magia do natal, energia do ano-novo, meu mês de nascimento - mas prefiro ser mais realista e encarar a realidade bruta: férias -> festas -> bebidas -> acontecimentos. Fato!

Engraçado como a gente passa a maior parte do tempo esperando por certas coisas que, quando acontecem, perdem totalmente a graça. Semana passada foi assim. E eu me lembro muito bem: nove de dezembro de 2006 eu, bêbada, engasgando de tanto chorar, disse a ele que o amaria pelos séculos dos séculos, amém. Último beijo, desejos suicidas, etc. Rá! A vida me consola tanto com essas coisas...
Tava ele lá, cantando as mesmas músiquinhas ridículas, com os mesmos assuntos previsíveis, o mesmo sorriso débil e aquele ar de medíocridade que durante sete anos eu chamei de "mistério". IDIOTA! O melhor é pensar que dois anos depois ele resolveu aparecer na minha casa nova, que ele nem sabia onde era e se deu o trabalho de procurar. Sério, de tão desprezível que eu achei a cena, fiquei deprimida.

Fico pensando se todos os meus anseios de hoje serão ridicularizados por mim no futuro e super desanimo de querer coisas/pessoas. Prefiro que elas me queiram.

Enfim, fora meu grande problema com meus pais que querem me colocar numa prisão domiciliar alegando que sou a Maysa do século XXI (?), nunca me senti tão feliz e satisfeita com a minha vida. Sério. Acho que sou e estou exatamente como queria ser e estar.


Bem, esse post será suspenso, visto que, pelo que me consta, não estamos nem na metade do mês ainda. Agüeeenta coração! (sim, faço QUESTÃO do trema)


P.S.: A única coisa que me preocupa, é que comecei bebendo whisky, passando pelo meu adorado Martini, indo pra inconfundível tequila (josé cuervo), chegando ao Piagentini e, baixando ao extremo com ASKOV. Quero nem pensar na próxima cachaça que vai me embriagar. Hahahaha!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Papai Noel existe e eu sou a Xuxa!

Fim de ano, todo mundo ansioso pela espera de 2009, pensando no que a caixa preta, a incógnita do "ano novo" nos trará. Tá, até aí normal. Mais normal que isso é você procurar sites de astrologia e misticismo pra tentar desvendar esses mistérios. Hahaha, eu, sabendo que o seguro morreu de velho, antes de acreditar nas previsões 2009, resolvi bisbilhotar as de 2008 pra saber o quão verossímil foram.


Previsão Geral para 2008

Júpiter e Plutão podem surpreender desde o ponto de vista financeiro, no final de 2007, e em pouco tempo você poderá contar com o dinheiro necessário para iniciar um novo empreendimento.

No primeiro semestre o Capricorniano aprende e trata de se desprender de sua impulsividade. Depois de uma viagem, que mostrará o seu passado, você se verá obrigado a enfrentar o mundo por suas convicções, dessa forma, conseguirá obter o que quiser.
Terminará o ano mais confiante e atraente do que nunca.

Respira fundo e vamos lá:

Júpiter e Plutão podem surpreender desde o ponto de vista financeiro, no final de 2007, e em pouco tempo você poderá contar com o dinheiro necessário para iniciar um novo empreendimento.

Supresa no ponto de vista financeiro? Dinheiro para um novo empreendimento? Oi? Olha, não sei em que parte eu errei, mas certamente Júpter e Plutão não vão muito com a minha cara.
Esse ano começou tão estável quanto terminou. Dinheiro só pro básico e olhe lá.

No primeiro semestre o Capricorniano aprende e trata de se desprender de sua impulsividade.

Controle da impulsividade: não trabalhamos. Taí uma coisa que eu nunca consegui controlar. Esse ano, como sempre, eu sofri muito com isso e quebrei a cara várias vezes. No final a gente se estrepa mas tamos aí, prontos pra outra. Hahahaha.

Depois de uma viagem, que mostrará o seu passado, você se verá obrigado a enfrentar o mundo por suas convicções, dessa forma, conseguirá obter o que quiser.

Viagem? Deixa eu pensar... Basicamente foram três: fui duas vezes a São Paulo e uma a Ouro Preto. Primeira vez que fui a São Paulo foi pra fazer compras. Não sei se é só comigo mas na 25 de março não consegui refletir muito sobre o passado e nem sobre porraninhuma "olha o rapaa". Na segunda ída a capital fui visitar o Museu da Língua Portuguesa e ao teatro assistir Hamlet com Wagner Moura. Bem, lá na terra da garoa não fiz nenhuma descoberta sobre meu passado, a não ser que eu tenha sido a Carolina do Machado e ninguém tenha me avisado. Agora, se o horóscopo dissesse "futuro" eu iria ju-rar que tenho alguma chance com Wagner, porque porra, foi amor a primeira vista, mas enfim, se é sobre o passado eu não tenho nada a declarar.
Também passei um fim de semana em Ouro Preto e, a não ser que em outras vidas fui escrava nas minas de ouro ou assistente instrumentista do Aleijadinho, eu não sei o que isso tem a ver com meu passado. Bem, eu poderia ter descoberto que eu era a dona de todo aquele oooouuuuuro que tinha lá e isso poderia mudar a minha vida fazendo com que realmente eu conseguisse o que quisesse. Bem, mudaria a minha vida mesmo, mas há 500 anos, quando lá ainda TINHA ouro, mas como o ouro ACABOU, essa também não seria a resposta. Diante do que foi exposto eu realmente não sei o que pensar.

Terminará o ano mais confiante e atraente do que nunca.

Confiante eu afirmo que não, agora atraente? Se foi um elogio, só me resta agradecer.
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Como diria Helô em Mulheres Apaixonadas: Aham, previsões astrológicas funcionam, papai Noel existe, e eu sou a Xuxa.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

... de como eu não tenho saco pra mais nada.

Não sei se é dezembro e o acúmulo de doze meses nas costas que pesa um pouco, mas eu ando com uma enorme preguiça de existir. De existir e de ter um blog, pra ser mais exata. Minha mente anda até que bem criativa mas acontece que a preguiça inviabiliza a ação. Mas antes que alguém comente "oh, que puta novidade", eu queria esclarecer que não fiz o tremendo esforço de loggar no blogger - o que me dá uma incomensurável preguiça - à toa, tava pensando em postar sobre o sistema penitenciário brasileiro mas, oi? deixa pra janeiro (e j-u-r-o que a rima foi involuntária). Aliás taí um mês que renova meu ânimo. Janeiro, ano novo, idade nova, vida nova.

E nessa tentativa de buscar novidades, depois da ensolação estou estreando uma nova cor, amanhã estrearei um cabelo novo, talvez, mês que vêm estrearei uma tatuagi, e estou caminhando (literalmente) para estrear uma nova forma física junto com o novo ano.


Ia retirar o que eu disse ali em cima "não fiz loggin à toa", mas resolvi fazer valer e já deixar uma lista de desejos para as pessoas que queiram me presentear no natal e/ou no meu aniversário, que é dia 04/01 pro Papai Noel:

- O romance "Perto do coração selvagem" da Clarice Lispector.
- O livro de contos "A via crucis do corpo" da Clarice também, que será tema do meu tcc.
- Um sapato de verniz vermelho com salto alto.
- Um estojo grande de maquiagem de 200 várias cores.
- A fotobiografia da Clarice Lispector por Nádia Battella Gotlib.
- O perfume Eternity, da Calvin Klein.
- Uma agenda 2009.
- Um vestido frente-única de zebrinha.
- Óculos de sol aviador bem grande com lentes castanho-claro.
- Roncari, L - "Literatura brasileira: dos primeiros cronistas aos últimos românticos".
- Bosi, A - "História concisa da literatura brasileira".
- Uma mala de viagem extra-grande.
- Pulseiras douradas. (porque eu percebi que fazem falta)
- Qualquer cd do The ting tings.
- O último cd da Amy Winehouse.

Quer me agradar e não tem dinheiro pra nada disso? Uma pena... Mas me dá uma garrafa de martini gelado e um canudinho pra ver. Té choro.
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Ain, acho que é só. *Suspiro*... tomara Deus que caiba tudo no saco do bom velhinho. [/ironia] Hahahaha!

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Sintetizando.

Eu não vou dizer que dessa vez abandonei o blog porque tava ocupada porque é uma puta mentira. Já estou de férias da faculdade e meu tempo anda sobrando a ponto de eu fazer resuminho das minhas próximas ações numa caderneta (se eu reler daqui um mês me matarei de tanto rir). É, falta de tempo não é a desculpa da vez, mas pra ser mais honesta eu conto que estou com um profundo vazio mental. Pronto, é isso.
Se bem que minha cabecinha anda bem ativa para assuntos de fins maléficos, precisa ver... Daqui uns dias serei a legítima Darth Vader do século XXI. Oi? Não, eu não me orgulho disso.

Meus planos de postagem começaram sábado passado, dia quinze, quando eu me auto-difamei perante a turma da faculdade ad infinitum. Eu tava achando uma ma-ra-vi-lha terem demorado tanto pra organizarem uma festa com a nossa turma porque eu poderia me fazer passar por uma pessoa equilibrada e sóbria por mais tempo. Mas enfim, 1º churrasco e eu já fodi tudo. (falta de detalhes em função do trauma)

Depois eu comecei ficar inspiradjinha, chorar ouvindo música kitsch (lê-se sertaneja) e comecei a pesar em coisas bregas-sentimentalóides e literárias também. Daí eu me dei conta de que sou incapaz de criar um personagem. Sim, ainda não consigo dar a luz a um ser fictício. Puro egoísmo meu. Só enxergo meu umbigo, só sei falar de mim mesma, uma porra isso! (tinha planejado expor esse fato de uma maneira mais poética, mas enfim...)

Pensei também em falar do meu médico urologista por quem me apaixonei perdidamente. Mas não vale mais a pena. Já passou, já passou. (ou fica em stand by até o dia do retorno)

After, eu ia postar sobre meu feriadosinferno, aliás, feriado o escambau, eu trabalhei feito uma escrava (consciência negra, escravidão branca: hãm, hãm, entende?...) e minha família toda viajou, fiquei sozinha, etc, etc. Pra completar eu resolvi ir embora do trabalho pra casa a pé, e tipos, é muito longe. E eu colocaria a quilometragem exata aqui pra vocês verem o quanto é longe se eu não fosse uma pessoa totalmente sem noção de distância. Mas que era longe era...
Eu estava estressada e com vontade de andar, ODEIO ônibus, simplesmente evito ao máximo ter que usá-lo, então eu resolvi inovar. Mas não posso reclamar de tudo porque apareceu até um idiota me oferecendo carona e tals mas, meo, apesar do carro ser preto e bonito (também não tenho a mínima noção de marca de carro), ele tinha cara de um adolescente "especial" que roubou um carro a fim de fugir pro espaço sideral (nem queria rimar). Fiquei com möito medo e disse que tava fazendo caminhada, obrigada.


Aí eu resolvi fazer essa síntese mal elaborada, porcamente, desse jeito que vocês estão vendo. E eu me recuso a falar sobre os últimos três dias porque até pra mim tá sendo difícil de acreditar nas coisas que estão acontecendo, imagina vocês. Quando eu conseguir formar uma opinião eu volto, juro!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

ME(ME) ENFO(R)QUE!

Entonces, com a indicação do meu amigo Gabriel e com a indignação de nós três: Biel, Mr. Marmelada e eu, resolvemos responder a esse MEME (tsc) e deixar as coisas, assim, subentendidas mesmo. Porque o motivo pelo qual nossa entrevista ainda não foi publicada, nunca ninguém saberá.


- Coloque seu nome completo, idade e profissão.
R. Meu nome é Ana Laura Rodrigues, tenho 21 anos, estou no 4º semestre do curso de Letras e trabalho como secretária em um consultório médico.

- Qual o nome e o endereço do seu blog?
R. O nome do blog é "Aleluias e Agonias de Ser..." Esse título não é invenção minha. Foi retirado de uma obra de Clarice Lispector, que é o meu grande ídolo literário. O endereço é http://aleluiaseagonias.blogspot.com/

- Além de você existe alguma pessoa que colabore com o blog? Colocar nome, idade e profissão.
R. Não, o blog é somente meu.

- Faz quanto tempo que você criou este blog?
R. Criei o blog no final de fevereiro, há oito meses.

- Como surgiu esta idéia?
R. Na verdade foi uma sugestão de um amigo e, como sempre gostei e senti necessidade de escrever, acatei e acabei me viciando na tal "blogosfera", deletando meu perfil no Orkut e me dedicando inteiramente a escrever.

- Qual é o perfil do seu blog? É mais informativo, humorado, literário...me defina ele.
R. Meu blog não tem um perfil muito definido. Falo de tudo que me interessa. Literatura é um dos assuntos que abordo freqüentemente, mas no geral, eu falo sobre episódios cotidianos, questiono valores e hábitos da sociedade e, quase sempre, levo o texto pro lado humorístico e irônico.

- Você tem idéia de quais pessoas frequentam o espaço que você criou? Exemplo: Faixa etária, homem ou mulher...
R. Olha, acredito que a maioria sejam também blogueiros variando entre homens e mulheres, na faixa etária de 17 a 30 anos, mas isso não é uma regra. Recebo comentários de escritores e jornalistas de 40 a 60 anos.

- Quais os principais fatos ou tópicos que são postados em seu blog?
R. Nos meus posts, como já disse, eu falo sobre o que me interessa. Geralmente seleciono episódios interessantes e engraçados que acontecem comigo, coisas do cotidiano que me chamaram a atenção, critico atitudes que desaprovo, enfim, procuro fazer dele um espaço mais descontraído onde eu possa escrever com liberdade, sem estruturalismo, com linguagem usual, para fugir do molde da "obrigação", como na faculdade, onde só escrevo textos sérios como artigos científicos, resenhas e afins. No blog eu falo de coisas minhas, mas de um modo mais genérico, a fim de que o texto não seja egocêntrico, mas interativo, para que o leitor goste e também se identifique.

- As atualizações são feitas com qual periodicidade?
R. Minha necessidade de escrever é grande, mas a freqüência varia de acordo com o meu momento. Às vezes não tenho tempo por causa do trabalho e da faculdade, ou não me sinto inspirada, outras vezes posto diariamente, mas as atualizações giram em torno de 3 posts semanais. Não gosto de postar mais que uma vez por dia porque isso tira um pouco a ênfase do texto. Por isso mantenho outros 2 blogs, totalmente anônimos, para textos extras, desabafar e/ou escrever coisas que o público do "Aleluias" não pudesse saber. hahaha!

- Qual o horário que você escreve no blog?
R. Geralmente eu escrevo no trabalho, no meu horário de almoço. Nos finais de semana escrevo à noite, em casa.

- Você recebe a colaboração ou aceita que outras pessoas publiquem artigos ou manifestem opiniões dentro deste seu espaço?
R. Meu blog é aberto a comentários e lá as pessoas ficam à vontade para aprovarem ou desaprovarem o que eu escrevo, expondo suas opiniões como desejarem.

- Qual é o objetivo do seu blog?
R. Meu maior objetivo é escrever. A possibilidade de poder me expressar livremente é o que mais me encanta. Os leitores são só uma conseqüência, mas não vou dizer que escrevo despretenciosamente porque se fosse assim, o faria no word e arquivaria no meu computador, mas a verdade é que sou eu a pessoa mais atingida pelo que eu escrevo. Os que me lêem me encontraram por acaso, não costumo divulgar meu blog até porque se pessoas muito próximas de mim, como a minha família, começarem a acessar, faria com que eu perdesse um pouco a minha liberdade e espontaneidade ao me expressar.

- Até hoje qual o post que mais foi comentado?
R. Que eu me lembre, foi um intitulado "Galerinha do Mal" no qual eu falava sobre a ilusão que a mídia constrói sobre os vilões. Soube que esse texto foi utilizado em uma prova (?) da Guarda Mirim de Franca, o que me surpreendeu muito, mas não cheguei a ter acesso a tal prova, só pensei "Meu, como assim deram meu texto para os meninos? Cheio de conselhos super do mal". Hahaha.

- Dentro deste blog existe algum tipo de publicidade que reverte algum valor financeiro para você? Caso sim, se puder mencione uma estimativa do valor arrecadado e como isto funciona?
R. Não, infelizmente, mas seria um prazer. hahaha!

- Por quê você indica que uma pessoa tenha um blog?
R. Acredito que as pessoas criem blogs pelo prazer de escrever e compartilhar idéias e experiências. Em um país onde a leitura e expressão literária é um hábito pouco peculiar, acho totalmente válido que as pessoas pratiquem sua expressividade através da escrita.

- Por quê você indica o seu blog?
R. Eu não indico, hahaha. As pessoas que acabam achando misteriosamente. Sei lá, podem se interessar porque a vida alheia sempre nos interessa, não é mesmo? Então meu blog acaba sendo interessante para quem gosta de ler histórias engraçadas, aprecia fragmentos literários, ou, de alguma forma, tem curiosidade de conhecer algo sobre a vida de uma jovem estudante realmente apaixonada pelas letras.

FIM
P.S.: Revista, devolve minhas fotas!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

[Desmistificação]

A vida é mesmo uma escrota-mór. Todos dançam a musiquinha irônica que ela, por capricho, decide tocar. Todos, menos eu, rebelde que sou fico aqui parada, me recusando ceder ao destino enquanto as pessoas alienadas me olham com desdém, pensando que estão levando alguma vantagem por se entregarem sem reservas a esse grande circo. Uma palhaçada sem fim...
As pessoas são importantes pra mim até certo ponto. Depois eu sempre opto por mim mesma. Meu amor próprio é a maior fraude do universo inteiro, mas meu orgulho sim é de verdade. E é mentira que eu não seja capaz de amar pra sempre mas, olhe só, eu nunca vou prometer isso a ninguém.
Um dia você se segurou em mim, nos meus cabelos, me apertando, como se tivesse medo de cair e, de repente, percebi que você tinha se esquecido de se soltar, então fiquei pensando se você realmente poderia ser um dos amores da minha vida.
É tão idiota pensar que um dia inevitavelmente todas as coisas serão esquecidas. Até aquelas pelas quais você chorou. Eu juro que não queria me esquecer de nada, de nenhuma daquelas tardes, meu bem. Mas vou.
Acho completamente espantosa a minha capacidade de despertar os sentimentos mais extremos nas pessoas - do amor ao ódio - todos tem algum sentimento por mim. É incrível mesmo porque eu não faço absolutamente nada pra isso. Nunca. Simplesmente vivo a minha vida, bem rotineira, quase que medíocre, não reparo nos rostos das pessoas e nem na maneira com que elas surgem e, apesar de sempre ter uma opinião formada sobre todas as coisas, eu gasto meu tempo com as palavras. Escrevendo palavras, lendo palavras, ouvindo palavras e chorando por alguns motivos [inexistentes] dos quais nunca, ninguém saberá.
A minha vida é tão simples, veja bem, não há mistério algum além dos que eu mesma construo em minha mente doentia. Eu invento alguns sentimentos pra chorar, alguns anseios pra guardar, algumas características bem estranhas pra ter e todos acabam, de alguma forma, acreditando em mim, no que eu invento ser. Mas, por Deus, eu juro, não há mistério nenhum!
Eu nunca te pedi nada. Só queria que você me desse a sua mão e me deixasse segurar em você, nos seus cabelos, que eu me esquecesse ali, tão perto, mesmo que você se lembrasse disso muito bem e pensasse que talvez eu pudesse ser um amor na sua vida. Veja, um. Eu nunca tive pretensões, você também não deveria ter tido. Você não soube gostar de mim, gostar assim, em doses homeopáticas. Pense: essa pessoa pode ser o amor da sua vida. Goste dela, não faça assim. Não tente ser pros outros o que eu fui pra você. Individualize cada sentimento seu, me odeie, mas mantenha a sua capacidade de amar. Não use por usar, não faça por fazer, não esteja por estar, não se contamine com a minha doença. Eu não quero estragar sua vida!

Eu não me interesso por nada que não me diz respeito. Enfatizo: eu não me interesso mesmo.

Hoje eu quero que você se segure em outros cabelos, aperte outro corpo, tenha medo de cair. E que você se esqueça completamente daquelas tardes, daquele meu jeito de segurar sua mão e, calada, dizendo milhares de coisas, te olhando de um modo infantil, enquanto você pensava saber quem realmente sou, com os olhos fixamente fincados nas suas pupilas, me enxergando em seus espelhos, sorrindo do modo mais desdenhoso, fingindo ser quem você esperava que eu fosse, enfiando meu sorriso na sua boca e dando gargalhadas dentro de você.


"... Mas o meu principal está sempre escondido.
Sou implícita.
E quando vou me explicar perco a úmida intimidade".