quarta-feira, 30 de abril de 2008

Várias coisinhas:

- Bom dia! (isso dá uma impressão terrível de telejornal!)

- Olá pessoal, bom dia! (parece apresentador de programa infantil agora)

- Bom dia caros leitores. (muito machadiana)

Ahhhhh!! Vai se f...errar, o blog é meu, eu cumprimento como eu quiser.
(senso crítico se cala momentâneamente)

Agradeço profundamente aquelas pessoas que me desejaram sucesso nas provas e que rogaram pela minha alma (ou seria pelo cérebro?). Tá bom que esse foi o meu pior bimestre desde os primordes da minha carreira universitária, nada de 10, mas minha pior nota foi 7.5 "grazadeus". Claaaaaro que eu não acho que tirar 7.5 seja coisa de Deus, realmente não é, mas já está acima da média, que é 6. Aliás essa coisa de ficar na média nunca foi bem a minha carinha. Eu prefiro ficar abaixo do que na média. É uma coisa tão insossa, mediana, não gosto, não gosto (extremismo cretino). Percebo que as coisas andam muito estranhas mesmo porque aconteceu que nas matérias em que tenho mais dificuldade acabei me saindo melhor do que em outras em que sempre tiro notas boas, mas enfim, já diz vovó: "não adianta chorar sob o leite derramado".
Conclusões? Nunca mais (enquanto estudar) volto para a academia, aprendi que não sou parente do Superman (jura?), não tenho vocação para levantar às 5h30 da manhã, malhar, trabalhar e estudar; in-fe-liz-men-te. Mas fico chateada porque odeio abandonar as coisas pelas metades e sobretudo porque eu soube que meu ex-personal anda questionando muito as pessoas sobre minha ausência. Uma infelicidade eu não poder voltar.
Essa coisa de ter prioridades na vida tem me perseguido bastante. Há coisas que são válidas, mas sempre há também aquelas demasiadamente importantes, então tenho que optar pela última. Estou muito adepta de Cecília Meireles ultimamente: "Ou isto, ou aquilo", tenho mesmo que escolher.
Mudando de assunto e voltando relativamente ao mesmo, ontem me surpreendi mais uma vez com a vida. É tão irônica, quase mais do que eu. (?)
Por que será que tudo que é importante hoje um dia não o será mais? Engraçado pensar nisso, é tão curioso, a gente passa anos e anos lutando por algumas coisas que depois de um tempo perdem completamente o valor. Meu Deus, queria muito ser explícita, mas como ontem me falaram que também sou lida por mais gente do que eu imaginava, não posso então.

- Então, encontrei Fulano e tipo, me perguntou de você!
- Quem??? O Fulano??? (em que cemitério você se encontrou com esse defunto?)
- Sim, ele mesmo.
- Ah, não brinca?! E falou bem ou mal?
- Ah, disse que você é super legal, a Lalinha.
- Peraí, o fulano me chamou de "Lalinha"? E de onde surgiu essa intimidade?.. Pior, de onde ele tirou que sou legal?
- Ah, não sei, disse que vai ler seu blog.

(???)
É nessas horas que eu me indago: Por que Senhor? Tem coisas que deveriam ficar escondidas no passado, sei lá, ou dentro do maleiro do guarda-roupas, escritos em agendas antigas, etc, odeio esses Jasons que aparecem do nada para aterrorizar a vida da gente! Se bem que já não aterroriza mais, e é exatamente isso o que me surpreendeu.
Inclusive, ontem, outra coisa que me surpreendeu foi o fato de que tenho um ilustríssimo leitor anônimo. Sim, morram de inveja, ele se coloca a criticar as postagens do meu blog e também meus comentários nos blogs alheios. Não é demais? Como diria o Biel: "adorando". É muito ibope! Deixo claro: Não me incomodo com críticas, muito pelo contrário, acho de suma importância, mas poxa, a pessoa criticar anônimamente é covardia, então proibi comentários incógnitos e agora quem quiser criticar será super bem-vindo, só que para isso vai ter que expor a "cutis". hahahahaha. (que gíria mais biba)
Concordando com a maré "falta de sorte", meu patrão querido resolveu que iremos trabalhar sexta-feira. BELEZA, ele quer que eu venha? Eu até venho, mas trabalhar já não garanto, visto que não marcarei nenhuma viva alma (só alma penada?) na agenda. hahahahaha (risada malígna). Tive uma explendorosa idéia (?): Vou copiar na agenda nomes qualquer, ele vai achar que todos faltaram e aprenderá que "desemendar" o feriado dos funcionários não é coisa que se faça.
Ah, "pelamor" né?! Afinal de contas eu iria viajar e nem vou mais porque me dá um grande desânimo essas viagens de dois dias. Queria ir hoje a noite e voltar só no domingo, mas o chefinho resolveu atrapalhar, agora ele vai ver só o que lhe espera. (gente, por favor, se algum dia eu ficar desempregada, não espalhem esse episódio por favor, tá?!)



Bem, já que não vou me ausentar por tempo algum, estarei por aqui postando freneticamente no feriado visto que não terei nada para fazer. (ou não)


Sorrisos meus a todos vocês! =D

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UPDATE: Gente, eu tenho ganhado selos de algumas bloggers muito queridas por mim, mas ainda não os ofereci a ninguém e acho isso tão complicado...
Eu vou pensar em "o que fazer" com eles, ou "a quem oferecer" e depois dou satisfações quanto a isso. Sou nova na blogosfera e ainda não estudei as normas de etiqueta usadas por aqui.
Mas assim, agradeço imensamente á Nathália, a Janete, a Mariana e a Rafaella que me ofereceram os cinco selos que tenho até agora.
Em breve faço uma postagem única e distribuo todos, ok? =)

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Confissões noturnas e outras coisas sem a mínima noção.

Pois é, são 0h22 segundo o relógio que eu mesma coloquei no meu blog. Hoje tenho que levantar 5h30 (é AM gente, CORAGI) e não tenho sono algum. Fico em dúvida se isso é por conta de eu ter tomado muito capuccino, se é porque acordei 13h ou se é porque resolvi remexer uns papéis velhos (nem tão velhos assim), e eles me perturbaram um pouco (completamente). Acho que é o conjunto de todos esses fatos. É, por que não?
Hoje já não é mais domingo e eu começo a me sentir aliviada, não entendo essa minha aflição dominical, eu nasci em um lindo domingo às 8h30 da manhã. Talvez isso venha do fato de que no fundo eu me arrependa de ter nascido (?). hahahahaha
Acho que mesmo não querendo eu preciso me forçar a dormir, porque estou com um pouco de aflição por saber que daqui 5 horas terei que jogar bastante água fria na minha linda (?) carinha.

Surgiram dúvidas então eu explico: A trilha sonora do meu blog não é do RBD, apesar de não ter nada contra (y soy rebelde?) - vocês não me odeiam agora, odeiam? Que posso fazer? Adoro música latina gente! Tá bom, já que é pra confessar, gosto também das novelas, e dos cílios postiços, aquelas unhas "á francesa", a maquilagem perfeita, os cabelos com baby liss, Fernando Joaquim, Gustavo Henrique, enfim, eu gosto, e daí!? Já me disseram que confessar as coisas de madrugada pode ser viciante e perigoso. Pronto, parei.

Mas tá aí a relação da minha playlist:

-> Enamorada - Miranda
-> Tears dry on their own - Amy Winehouse
-> Xylophones - Mallu Magalhães



Desabafei, posso dormir agora?!
Boa noite pra vocês. =)


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Update:
Já se passou a noite de três horas e meia mal dormidas e agora preciso de um pouco de Clarice para achar a vida mais bonitinha...

"O dia tinha sido igual aos outros e talvez daí viesse o acúmulo de vida. Acordara cheia da luz do dia, invadida. Ainda na cama, pensara em areia, mar, beber água do mar na casa da tia morta, em sentir, sobretudo sentir. Esperou alguns segundos sobre a cama e como nada acontecesse viveu um dia comum. Ainda não se libertara do desejo-poder-milagre, desde pequena. A fórmula se realizava tantas vezes: sentir a coisa sem possuí-la. Apenas era pre­ciso que tudo a ajudasse, a deixasse leve e pura, em jejum para receber a imaginação. Difícil como voar e sem apoio para os pés receber nos braços algo ex­tremamente precioso, uma criança por exemplo. Mes­mo só em certo ponto do jogo perdia a sensação de que estava mentindo — e tinha medo de não estar presente em todos os seus pensamentos. Quis o mar e sentiu os lençóis da cama. O dia prosseguiu e dei­xou-a atrás, sozinha."

Clarice Lispector in Perto do coração selvagem.


*Agora que tive tempo pensei num título adequado. (será?)

sábado, 26 de abril de 2008

Lig-lig Fish!

Sexta-feira divertidíssima e me recuso a omitir.
Festa no próprio trabalho. Patrão viajando, mamãe, Duda, Eddie, Bê, Jana, todo mundo me visitou durante a tarde. Risadas é o que não faltaram.
Bora pra casa, produção básica, tons "terrosos" (porque é tendência bein), make up poderoso e só. Fui para a faculdade esperando do fundo do coração descobrir minha nota que mais me preocupa, o que foi inútil. De súbito, fui surpreendida por uma aula de Relações Intertextuais da qual era impossível escapar. Tudo bem, adorei "A cartomante"- Uma fraude que vende ilusões.
Fim de aula, super bolo do Matheus, presidenta e eu no "Teresa móvel", ligo pro Eddie:

- Onde cê tá?
-Já tô aqui no Fish.
-Tá sozinho?
-Sim.
-Então fico aí enquanto a Dan busca o David.
-Ok.

Ao chegar, me lembro de ouvir "enquanto isso a gente pode conversar", mas antes que eu respondesse fui interrompida por pessoas que chegaram, sentaram e se espalharam. Gente legal, extrovertida, irônica, sarcástica, fashion (?), cult (?), sobretudo di-ver-ti-dís-si-ma.
Histórias de cabarés, de vendagens de produtos eróticos, um gim-com-tônica que nunca terminava, pessoas indecisas entre batata-frita-com-queijo e cheese burguer duplo, "oi, prazer, tudo bem?", "tchau, foi um prazer, até logo", pessoas que iam, pessoas que vinham, uma loucura. E enquanto isso eu bebia meus 5 martinis habituais, fumava um cigarro (eventualidade, não sou fumante) e era alfinetada sem almenos entender o por quê, enquanto alguém cutucava minha perna no sentido de que eu calasse a boca. Tá, eu já sei, causo "frisson".

A verdade é que estava ótimo. Só sugiro que na próxima Gabriel chegue mais cedo, Rafael fique até mais tarde, que ninguém vomite no bar, que nossa mesa fique mais centralizada, que todos os cigarros sejam mentolados e que compremos a garrafa de martini. Obrigada.


"Eu fui ao Fish, saber o que era Fish, mas todos eram Fish, lig-lig Fish."

sexta-feira, 25 de abril de 2008

"Aleluias e agonias de ser" (esse é bem característico, hahaha)

Hoje eu acordei feliz! Sim, depois da tempestade realmente veio a bonança. Não que eu tenha um grande motivo para estar feliz, a felicidade que sinto é a coisa mais gratuita que existe.
Ontem, até ás 9pm eu sentia que poderia degolar qualquer indivíduo que se aproximasse. Sim, eu estava irada. Mas depois de dizer tudo que eu queria, quer saber? Dane-se!

Não vou deixar de ser eu mesma.
Não vou deixar de falar o que eu penso.
Não vou deixar de acreditar nas pessoas e também não vou usá-las para tapar eventuais buracos na minha vida.

Ainda acredito que o diálogo é a melhor forma de se fazer entender, não sou mulher de mandar recado e muito menos de me omitir. Quem me conhece sabe que se perguntar vai ter a resposta na lata, que não levo desaforo pra casa, que falo o que penso sem medo se ser feliz (ou infeliz), não faço a mínima questão de forçar simpatia e nem de fazer social.

Sim, vou arcar com as conseqüências! E quer saber mais??? Estou muito orgulhosa disso.

Da mesma forma que as pessoas tem seus conceitos, eu também tenho os meus, e não é porque os meus são divergentes que eu vou mudar. Quem está certo? Difícil responder... Só sei que se não tivesse existido um indivíduo que discordou de todo mundo, até hoje estaríamos queimando na fogueira da inquisição (eu seria a primeira) ou ainda pensaríamos que a terra é quadrada e que no fim do horizonte existe um abismo. Abismo é se afundar em idéias que não são suas. E isso não é bem a minha carinha.

Vaias, aplausos, créditos ou críticas. Preparada!
Consolo?

-Alô.
-Lalinha, sou eu.
- (pausa) Putz, que bom que você ligou!
(...)
- Mas você acha que eu tô errada?
- Claro que não.

E ele nem imagina o quanto essas três palavrinhas me fizeram bem.

Tô cansada de ouvir que sou imparcial, intolerante, grossa, antipática, anti-social, desumana, enfim, um monstro apocalíptico. Não são os primeiros e nem serão os últimos a achar tudo isso sobre mim, mas eu tô convicta que quem me conhece de verdade não pensa assim e que de "achismos" o mundo está cheio. Será que também querem saber se eu estou bem, se me sinto feliz, se tenho problemas? É muito fácil conceituar olhando por cima, se coloquem no meu lugar e vejam se a opinião permanecerá a mesma.
-Mas tu é a rainha do julgamento prévio!
Eu exponho a minha opinião sim, mas não crucifico as pessoas pelas costas sem dar a elas direito de resposta, e se eu falo algo sobre alguém é porque minha vontade é ajudar, da mesma forma que eu aponto defeitos eu me preocupo com os problemas, aliás muito mais do que deveria. Duvido que alguém conteste.

Dói muito receber isso de pessoas que você ama; uma, duas, três, dez, mas a verdade é que só Deus e eu sabemos o que se passa na minha cabeça.
Sinto que tô virando um mito e cada um pinta a lenda como bem entender, é isso? Acho que não é bem por aí, mas se for também eu não me importo. Deixem eu ser como sou e se não agradar, saibam que aqui o "seja feita a vossa vontade" funciona muito bem.

"Escuta: eu te deixo ser. Deixa-me ser então." - É, Clarice sabe o que diz!

Não é um recado, é um desabafo, afinal tudo o que eu tinha a dizer já disse a quem(s) deveria ouvir.
Esse é o meu espaço, e me sinto bem á vontade pra falar nele o que quiser.

Ilustração: Claudia Degliuomini
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Bem, hoje é sexta-feira e o "lig-lig fish" nos aguarda.
Ilustração com música brega: "vamos embora pr'um bar, beber, cair e levantar" hahahaha
Só não garanto a parte do levantar!


Beijo estalado na bochecha esquerda de todos que lerem essa ladainha. =)

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Blá-blá-blá e só.

Cá estou mais uma vez com um blog de cara novinha. Tudo bem que a cara anterior também era nova, aliás eu nunca espero ficar velha pra trocar mesmo.
De repente essa seja só uma fase de mudanças e isso está se refletindo em meus atos. (momento auto-psicologia barata)
Tá gente, eu sei que meu blog deveria se chamar "camaleão", mas é que eu não tô satisfeita poxa, deixa eu me acertar (o ideal seria ME ACEITAR né?!). Eu até tava felizinha com o layout cinza mas daí que o Eddie decidiu não gostar e eu fiquei imaginando aquela carinha de reprovação tão peculiar dele, rejeitando meu layout mezzo-depressivo e mudei. Lilás pode? (nota-se por aqui a necessidade de aprovação alheia que a pessoa tá) hahahahaha...


Bem, devaneios á parte, minha vontade não é agradar a todos, absolutamente!


Meu muito obrigada a vocês pelas palavras de consolo em relação ao post anterior; não vou me suicidar gente, era só uma ilustração (rá).
O fato é que tive uma semana difícil, com provas todos os dias, eu disse: TODOS OS DIAS, e isso me tirou um pouco do eixo retilínio da minha linha de equilíbrio (?). Nem Freud explica isso, e com certeza também não explicaria as respostas geniais que dei nas provas.
Fiquei super-hiper-ultra-mega-master-baster-advanced chateada porque sei que não vou fechar com uma nota digna das matérias de que mais gosto. Ontem até perguntei pra minha professora-mentora se ela iria me odiar pra sempre depois que lesse a minha "prova Einsten", e ela disse: não imagina, só que isso não me tranquiliza visto que ela costuma confiar mais em mim do que deveria, deve ter achado que eu tava fazendo uma média. Só Deus sabe... quisera eu fazer a média, ou seja, nota 6! hahaha. Diga-se de passagem ela veio brigar comigo quando tirei 8 na prova da monitoria (a nota máxima era 10). Imaginem o tamanho da decepção que vou causar. Oh Deus!
Pois é, já dizia minha vó: "Desgraça pouca é bobagem". Quando vêm, vêm tudo de uma vez!
Sim... sábios dizeres da vovó, além da semana "trash metal", Papai-do-céu achou que não era o suficiente e quis contemplar a condenada aqui com uma enfermidade.
Pausa - escrevendo isso me lembrei de que quinta-feira - data em que fiquei doente- pela milésima vez ligaram "enganado" lá em casa. Eu já tô de saco cheio, odeio telefone, e tem gente que acha graça em perguntar se é da cromadora. Pô meu, é o dia inteiro. Daí, á noite, eu me arrumando hiper apressada pra monitoria, um infeliz ligou e quando atendi ele disse: "Alô, Ana Paula?! Onde você tá?" Eu disse: "Oi, pois não, no polo norte e você?!" (precisava usar essa que faz parte da minha "top list" de tiradas ensaiadas que já postei aqui, acho que nunca teria outra oportunidade melhor), o cretino desligou, acho que nunca mais se engana, e eu caí na gargalhada. E você deve estar pensando: "Tá bom, e o que a doença tem a ver com isso?" Calma, eu explico. Mamãe ouviu tudo e começou a fazer aquela lista dos meus últimos episódios de má educação. Entre mil barbaridades, disse que eu ainda teria o troco, que Deus iria me castigar, e eis então mais um daqueles ditados: "Praga de mãe pega"... Pois é, o fato é que na quinta-feira mesmo, quatro horas depois do ocorrido, os sinais cabalísticos começaram a me perseguir. Sim, quase que não consigo terminar minha prova de prática de ensino. Sentia um frio tremendo - agora associei, deve ser porque disse pro moço do trote que estava no polo norte - mas é sério, eu estive tão moribunda, mas tão moribunda, que na madrugada de quinta pra sexta quase me levantei pra preparar o roteiro do meu velório: grupo de bossa-nova, os slides com meus melhores momentos, os convites individuais, o caixão com tampa de acrílico, o epitáfio, as flores brancas, enfim, essas coisas que sempre idealizei e que não serão possíveis no caso de uma morte repentina.
(Quer me assassinar? Entendo, tudo bem, não me oponho, acho até que mereço mas por favor, não deixe faltar nada disso na minha cerimônia fúnebre, lembre-se que cedo ou tarde nos encontraremos nos umbrais e acertaremos as contas, ok?)
Pois é caro leitor, sexta não pude vir trabalhar, visto que me sentia "nas cinzas das horas". Descansei? Não. Estudei o dia todo pra minha última prova. É, acho que pelo menos nessa não fui tão mal, eu sempre quis falar tudo que eu sabia sobre o mal-do-século, o tédio da vida, o spleen, a palidez, a melancolia, enfim, escrevi pra sempre e me senti quase um Álvares de Azevedo, só faltava a taverna e as bebidas, principalmente as bebidas.
Fui para o rancho a fim de ver se pelo menos o sol seria gentil comigo e adivinhem? Ele nem sequer deu o ar da graça.
Assisti filmes, me lembro que eu estava passando mais mal do estômago que aquele cobaia do Laranja mecânica, mas no meu caso, não era por causa da violência e nem da 9ª sinfonia de Beethoven, era praaaaga-puuuura.
O lado bom? Bein, tem que ser muito otimista pra ver lado bom nisso tudo, mas emagreci 2 quilos sem fazer esforço nenhum, apesar de ainda não saber se valeu muito á pena.
Acho que o pior da semana foi ter dois domingos. Sim, porque além do domingo básico que pra mim já é ultrajante, ainda teve o feriado de segunda-feira, que a deixou com uma super cara dominical. É muita felicidade! Pelo menos não repetiram o programa do Faustão, ou o Gugu (pelamor, isso ainda existe?), e mesmo que eu tenha terminado o dia no hospital São Joaquim aos cuidados de uma médica pra lá de estranha, não vou me abalar. Não vou. Não vou. Não vou.

Nada que uma noite de terça-feira e uma reunião maldosa entre amigas no Mc Donald's não resolva! Não há melhor terapia.


- Blá-blá-blá; você só sabe reclamar?
-Sim, por hoje é blá-blá-blá e só.
- Argh!
- :P

P.S. - Levei 4 horas pra compor essa postagem. O representante mais filet do universo e região chegou aqui então tive que fazer um social né, depois fui passear pelo centro com a Bê e atender vários pacientes chatos (só pra esclarecer: não sou médica, sou a secretária). A informação não é importante, mas talvez explique a falta de criatividade. Muita interrupção!

-Desculpa mais esfarrapada.
-Ah, cala a boca!


*Diálogo entre meu senso-crítico e eu.

-Que?? Eu ouvi "louca"??? Ma-gi-na-que-ca-lú-ni-a!

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UPDATE: Parênteses de pensamentos súbitos agora em branco em virtude das sugestões de Biel, o bardo. Sim, preocupo-me com o grande público. hahahaha

- Se mata!
- Oh!

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Expressão musical de sentimentos (?)

Sangue,

Sangue,

Sangue,

Chatterton, suicidou
Kurt Cobain, suicidou
Getúlio Vargas, suicidou
Nietzsche, enloqueceu
E eu, não vou nada bem

Chatterton, suicidou
Cléopatra, suicidou
Isócrates, suicidou
Goya, enloqueceu
E eu, não vou nada nada bem


Chatterton, suicidou
Marc-Antoine, suicidou
Cleópatra, suicidou
Schumann, enloqueceu
E eu, puta que pariu, não vou nada nada bem
.
Puta que pariiiiiiiiiiiiiiiiuuuu!!!



Yeharrrrrrrrrrrrr!




P.S.: Essa música é da Ana Carolina, mas hoje, com certeza poderia ser da Ana Laura. Amanhã, ou o dia que Deus (ou o diabo) permitir eu explico.
E que tudo mais vá pro... esquece, essa já é outra música.

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Update para satisfação quanto a mudança radical na cor do template:

Já ouvi falar que verde é a cor da esperança. Só que não tem nada a ver caros leitores, esse template super limão é porque rosa definitivamente não é a minha cor. Tá, a minha cor é preto mas blog preto eu acho muito clichê hoje em dia. Ah, esquece, já perceberam que não tô satisfeita ainda né!?

Coitado do blog, não tem nada a ver com a minha insatisfação em relação a tudo, e eu fico mudando e mudando a cara dele. Por favor, não dêem créditos, só descontos tá?!

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Update 2:

Mudei outra vez. Agora mais satisfeita, obrigada.

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Update 3 (último por hoje, prometo)

Como não pensei antes?!

Cinza!

P-e-r-f-e-i-t-o!

Expressa estado de alma e é tão blasè... Adoro.

Indo dormir quase satisfeita. =)

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Há tempo.

Todos os contatos que tive com A Bíblia, durante toda a minha vida, foram avassaladores. Posso dizer que já li muito, com freqüência, quase inteirinha. Existiram épocas em que eu lia três vezes ao dia. Mas depois eu parei. E se passaram dias, meses e anos, até que hoje, depois de muito tempo sem lê-la, me deparei com isso. O livro de Eclesiastes sempre foi o meu favorito. O rei Salomão, filho de Davi, no alto de sua sabedoria mas tomado por profunda depressão, se coloca a pensar sobre a vida. E só Deus e eu sabemos o quanto eu precisava me lembrar disso hoje:
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"Todas as coisas tem o seu tempo, e todas elas passam debaixo do céu segundo o tempo que a cada uma foi prescrito. Há tempo de nascer e tempo de morrer. Há tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou. Há tempo de matar e tempo de sarar. Há tempo de destruir e de edificar. Há tempo de chorar e tempo de rir. Há tempo de se afligir e tempo de dançar. Há tempo de espalhar pedras e tempo de as ajuntar. Há tempo de dar abraços e tempo de se afastar deles. Há tempo de adquirir e tempo de perder. Há tempo de guardar e tempo de lançar fora. Há tempo de rasgar e tempo de coser. Há tempo de calar e tempo de falar. Há tempo de amor e tempo de ódio. Há tempo de guerra e tempo de paz."
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Eclesiastes capítulo 3, v. 1-8
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