terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Papai Noel existe e eu sou a Xuxa!
Previsão Geral para 2008
Júpiter e Plutão podem surpreender desde o ponto de vista financeiro, no final de 2007, e em pouco tempo você poderá contar com o dinheiro necessário para iniciar um novo empreendimento.
No primeiro semestre o Capricorniano aprende e trata de se desprender de sua impulsividade. Depois de uma viagem, que mostrará o seu passado, você se verá obrigado a enfrentar o mundo por suas convicções, dessa forma, conseguirá obter o que quiser.
Terminará o ano mais confiante e atraente do que nunca.
Respira fundo e vamos lá:
Júpiter e Plutão podem surpreender desde o ponto de vista financeiro, no final de 2007, e em pouco tempo você poderá contar com o dinheiro necessário para iniciar um novo empreendimento.
Supresa no ponto de vista financeiro? Dinheiro para um novo empreendimento? Oi? Olha, não sei em que parte eu errei, mas certamente Júpter e Plutão não vão muito com a minha cara.
Esse ano começou tão estável quanto terminou. Dinheiro só pro básico e olhe lá.
No primeiro semestre o Capricorniano aprende e trata de se desprender de sua impulsividade.
Controle da impulsividade: não trabalhamos. Taí uma coisa que eu nunca consegui controlar. Esse ano, como sempre, eu sofri muito com isso e quebrei a cara várias vezes. No final a gente se estrepa mas tamos aí, prontos pra outra. Hahahaha.
Depois de uma viagem, que mostrará o seu passado, você se verá obrigado a enfrentar o mundo por suas convicções, dessa forma, conseguirá obter o que quiser.
Viagem? Deixa eu pensar... Basicamente foram três: fui duas vezes a São Paulo e uma a Ouro Preto. Primeira vez que fui a São Paulo foi pra fazer compras. Não sei se é só comigo mas na 25 de março não consegui refletir muito sobre o passado e nem sobre porraninhuma "olha o rapaa". Na segunda ída a capital fui visitar o Museu da Língua Portuguesa e ao teatro assistir Hamlet com Wagner Moura. Bem, lá na terra da garoa não fiz nenhuma descoberta sobre meu passado, a não ser que eu tenha sido a Carolina do Machado e ninguém tenha me avisado. Agora, se o horóscopo dissesse "futuro" eu iria ju-rar que tenho alguma chance com Wagner, porque porra, foi amor a primeira vista, mas enfim, se é sobre o passado eu não tenho nada a declarar.
Também passei um fim de semana em Ouro Preto e, a não ser que em outras vidas fui escrava nas minas de ouro ou assistente instrumentista do Aleijadinho, eu não sei o que isso tem a ver com meu passado. Bem, eu poderia ter descoberto que eu era a dona de todo aquele oooouuuuuro que tinha lá e isso poderia mudar a minha vida fazendo com que realmente eu conseguisse o que quisesse. Bem, mudaria a minha vida mesmo, mas há 500 anos, quando lá ainda TINHA ouro, mas como o ouro ACABOU, essa também não seria a resposta. Diante do que foi exposto eu realmente não sei o que pensar.
Terminará o ano mais confiante e atraente do que nunca.
Confiante eu afirmo que não, agora atraente? Se foi um elogio, só me resta agradecer.
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Como diria Helô em Mulheres Apaixonadas: Aham, previsões astrológicas funcionam, papai Noel existe, e eu sou a Xuxa.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
... de como eu não tenho saco pra mais nada.
E nessa tentativa de buscar novidades, depois da ensolação estou estreando uma nova cor, amanhã estrearei um cabelo novo, talvez, mês que vêm estrearei uma tatuagi, e estou caminhando (literalmente) para estrear uma nova forma física junto com o novo ano.
Ia retirar o que eu disse ali em cima "não fiz loggin à toa", mas resolvi fazer valer e já deixar uma lista de desejos
- O romance "Perto do coração selvagem" da Clarice Lispector.
- O livro de contos "A via crucis do corpo" da Clarice também, que será tema do meu tcc.
- Um sapato de verniz vermelho com salto alto.
- Um estojo grande de maquiagem de
- A fotobiografia da Clarice Lispector por Nádia Battella Gotlib.
- O perfume Eternity, da Calvin Klein.
- Uma agenda 2009.
- Um vestido frente-única de zebrinha.
- Óculos de sol aviador bem grande com lentes castanho-claro.
- Roncari, L - "Literatura brasileira: dos primeiros cronistas aos últimos românticos".
- Bosi, A - "História concisa da literatura brasileira".
- Uma mala de viagem extra-grande.
- Pulseiras douradas. (porque eu percebi que fazem falta)
- Qualquer cd do The ting tings.
- O último cd da Amy Winehouse.
Quer me agradar e não tem dinheiro pra nada disso? Uma pena... Mas me dá uma garrafa de martini gelado e um canudinho pra ver. Té choro.
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Ain, acho que é só. *Suspiro*... tomara Deus que caiba tudo no saco do bom velhinho. [/ironia] Hahahaha!
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Sintetizando.
Se bem que minha cabecinha anda bem ativa para assuntos de fins maléficos, precisa ver... Daqui uns dias serei a legítima Darth Vader do século XXI. Oi? Não, eu não me orgulho disso.
Meus planos de postagem começaram sábado passado, dia quinze, quando eu me auto-difamei perante a turma da faculdade ad infinitum. Eu tava achando uma ma-ra-vi-lha terem demorado tanto pra organizarem uma festa com a nossa turma porque eu poderia me fazer passar por uma pessoa equilibrada e sóbria por mais tempo. Mas enfim, 1º churrasco e eu já fodi tudo. (falta de detalhes em função do trauma)
Depois eu comecei ficar inspiradjinha, chorar ouvindo música kitsch (lê-se sertaneja) e comecei a pesar em coisas bregas-sentimentalóides e literárias também. Daí eu me dei conta de que sou incapaz de criar um personagem. Sim, ainda não consigo dar a luz a um ser fictício. Puro egoísmo meu. Só enxergo meu umbigo, só sei falar de mim mesma, uma porra isso! (tinha planejado expor esse fato de uma maneira mais poética, mas enfim...)
Pensei também em falar do meu médico urologista por quem me apaixonei perdidamente. Mas não vale mais a pena. Já passou, já passou. (ou fica em stand by até o dia do retorno)
After, eu ia postar sobre meu feriadosinferno, aliás, feriado o escambau, eu trabalhei feito uma escrava (consciência negra, escravidão branca: hãm, hãm, entende?...) e minha família toda viajou, fiquei sozinha, etc, etc. Pra completar eu resolvi ir embora do trabalho pra casa a pé, e tipos, é muito longe. E eu colocaria a quilometragem exata aqui pra vocês verem o quanto é longe se eu não fosse uma pessoa totalmente sem noção de distância. Mas que era longe era...
Eu estava estressada e com vontade de andar, ODEIO ônibus, simplesmente evito ao máximo ter que usá-lo, então eu resolvi inovar. Mas não posso reclamar de tudo porque apareceu até um idiota me oferecendo carona e tals mas, meo, apesar do carro ser preto e bonito (também não tenho a mínima noção de marca de carro), ele tinha cara de um adolescente "especial" que roubou um carro a fim de fugir pro espaço sideral (nem queria rimar). Fiquei com möito medo e disse que tava fazendo caminhada, obrigada.
Aí eu resolvi fazer essa síntese mal elaborada, porcamente, desse jeito que vocês estão vendo. E eu me recuso a falar sobre os últimos três dias porque até pra mim tá sendo difícil de acreditar nas coisas que estão acontecendo, imagina vocês. Quando eu conseguir formar uma opinião eu volto, juro!
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
ME(ME) ENFO(R)QUE!
- Coloque seu nome completo, idade e profissão.
R. Meu nome é Ana Laura Rodrigues, tenho 21 anos, estou no 4º semestre do curso de Letras e trabalho como secretária em um consultório médico.
- Qual o nome e o endereço do seu blog?
R. O nome do blog é "Aleluias e Agonias de Ser..." Esse título não é invenção minha. Foi retirado de uma obra de Clarice Lispector, que é o meu grande ídolo literário. O endereço é http://aleluiaseagonias.blogspot.com/
- Além de você existe alguma pessoa que colabore com o blog? Colocar nome, idade e profissão.
R. Não, o blog é somente meu.
- Faz quanto tempo que você criou este blog?
R. Criei o blog no final de fevereiro, há oito meses.
- Como surgiu esta idéia?
R. Na verdade foi uma sugestão de um amigo e, como sempre gostei e senti necessidade de escrever, acatei e acabei me viciando na tal "blogosfera", deletando meu perfil no Orkut e me dedicando inteiramente a escrever.
- Qual é o perfil do seu blog? É mais informativo, humorado, literário...me defina ele.
R. Meu blog não tem um perfil muito definido. Falo de tudo que me interessa. Literatura é um dos assuntos que abordo freqüentemente, mas no geral, eu falo sobre episódios cotidianos, questiono valores e hábitos da sociedade e, quase sempre, levo o texto pro lado humorístico e irônico.
- Você tem idéia de quais pessoas frequentam o espaço que você criou? Exemplo: Faixa etária, homem ou mulher...
R. Olha, acredito que a maioria sejam também blogueiros variando entre homens e mulheres, na faixa etária de 17 a 30 anos, mas isso não é uma regra. Recebo comentários de escritores e jornalistas de 40 a 60 anos.
- Quais os principais fatos ou tópicos que são postados em seu blog?
R. Nos meus posts, como já disse, eu falo sobre o que me interessa. Geralmente seleciono episódios interessantes e engraçados que acontecem comigo, coisas do cotidiano que me chamaram a atenção, critico atitudes que desaprovo, enfim, procuro fazer dele um espaço mais descontraído onde eu possa escrever com liberdade, sem estruturalismo, com linguagem usual, para fugir do molde da "obrigação", como na faculdade, onde só escrevo textos sérios como artigos científicos, resenhas e afins. No blog eu falo de coisas minhas, mas de um modo mais genérico, a fim de que o texto não seja egocêntrico, mas interativo, para que o leitor goste e também se identifique.
- As atualizações são feitas com qual periodicidade?
R. Minha necessidade de escrever é grande, mas a freqüência varia de acordo com o meu momento. Às vezes não tenho tempo por causa do trabalho e da faculdade, ou não me sinto inspirada, outras vezes posto diariamente, mas as atualizações giram em torno de 3 posts semanais. Não gosto de postar mais que uma vez por dia porque isso tira um pouco a ênfase do texto. Por isso mantenho outros 2 blogs, totalmente anônimos, para textos extras, desabafar e/ou escrever coisas que o público do "Aleluias" não pudesse saber. hahaha!
- Qual o horário que você escreve no blog?
R. Geralmente eu escrevo no trabalho, no meu horário de almoço. Nos finais de semana escrevo à noite, em casa.
- Você recebe a colaboração ou aceita que outras pessoas publiquem artigos ou manifestem opiniões dentro deste seu espaço?
R. Meu blog é aberto a comentários e lá as pessoas ficam à vontade para aprovarem ou desaprovarem o que eu escrevo, expondo suas opiniões como desejarem.
- Qual é o objetivo do seu blog?
R. Meu maior objetivo é escrever. A possibilidade de poder me expressar livremente é o que mais me encanta. Os leitores são só uma conseqüência, mas não vou dizer que escrevo despretenciosamente porque se fosse assim, o faria no word e arquivaria no meu computador, mas a verdade é que sou eu a pessoa mais atingida pelo que eu escrevo. Os que me lêem me encontraram por acaso, não costumo divulgar meu blog até porque se pessoas muito próximas de mim, como a minha família, começarem a acessar, faria com que eu perdesse um pouco a minha liberdade e espontaneidade ao me expressar.
- Até hoje qual o post que mais foi comentado?
R. Que eu me lembre, foi um intitulado "Galerinha do Mal" no qual eu falava sobre a ilusão que a mídia constrói sobre os vilões. Soube que esse texto foi utilizado em uma prova (?) da Guarda Mirim de Franca, o que me surpreendeu muito, mas não cheguei a ter acesso a tal prova, só pensei "Meu, como assim deram meu texto para os meninos? Cheio de conselhos super do mal". Hahaha.
- Dentro deste blog existe algum tipo de publicidade que reverte algum valor financeiro para você? Caso sim, se puder mencione uma estimativa do valor arrecadado e como isto funciona?
R. Não, infelizmente, mas seria um prazer. hahaha!
- Por quê você indica que uma pessoa tenha um blog?
R. Acredito que as pessoas criem blogs pelo prazer de escrever e compartilhar idéias e experiências. Em um país onde a leitura e expressão literária é um hábito pouco peculiar, acho totalmente válido que as pessoas pratiquem sua expressividade através da escrita.
- Por quê você indica o seu blog?
R. Eu não indico, hahaha. As pessoas que acabam achando misteriosamente. Sei lá, podem se interessar porque a vida alheia sempre nos interessa, não é mesmo? Então meu blog acaba sendo interessante para quem gosta de ler histórias engraçadas, aprecia fragmentos literários, ou, de alguma forma, tem curiosidade de conhecer algo sobre a vida de uma jovem estudante realmente apaixonada pelas letras.
terça-feira, 11 de novembro de 2008
[Desmistificação]
As pessoas são importantes pra mim até certo ponto. Depois eu sempre opto por mim mesma. Meu amor próprio é a maior fraude do universo inteiro, mas meu orgulho sim é de verdade. E é mentira que eu não seja capaz de amar pra sempre mas, olhe só, eu nunca vou prometer isso a ninguém.
Um dia você se segurou em mim, nos meus cabelos, me apertando, como se tivesse medo de cair e, de repente, percebi que você tinha se esquecido de se soltar, então fiquei pensando se você realmente poderia ser um dos amores da minha vida.
É tão idiota pensar que um dia inevitavelmente todas as coisas serão esquecidas. Até aquelas pelas quais você chorou. Eu juro que não queria me esquecer de nada, de nenhuma daquelas tardes, meu bem. Mas vou.
Acho completamente espantosa a minha capacidade de despertar os sentimentos mais extremos nas pessoas - do amor ao ódio - todos tem algum sentimento por mim. É incrível mesmo porque eu não faço absolutamente nada pra isso. Nunca. Simplesmente vivo a minha vida, bem rotineira, quase que medíocre, não reparo nos rostos das pessoas e nem na maneira com que elas surgem e, apesar de sempre ter uma opinião formada sobre todas as coisas, eu gasto meu tempo com as palavras. Escrevendo palavras, lendo palavras, ouvindo palavras e chorando por alguns motivos [inexistentes] dos quais nunca, ninguém saberá.
A minha vida é tão simples, veja bem, não há mistério algum além dos que eu mesma construo em minha mente doentia. Eu invento alguns sentimentos pra chorar, alguns anseios pra guardar, algumas características bem estranhas pra ter e todos acabam, de alguma forma, acreditando em mim, no que eu invento ser. Mas, por Deus, eu juro, não há mistério nenhum!
Eu nunca te pedi nada. Só queria que você me desse a sua mão e me deixasse segurar em você, nos seus cabelos, que eu me esquecesse ali, tão perto, mesmo que você se lembrasse disso muito bem e pensasse que talvez eu pudesse ser um amor na sua vida. Veja, um. Eu nunca tive pretensões, você também não deveria ter tido. Você não soube gostar de mim, gostar assim, em doses homeopáticas. Pense: essa pessoa pode ser o amor da sua vida. Goste dela, não faça assim. Não tente ser pros outros o que eu fui pra você. Individualize cada sentimento seu, me odeie, mas mantenha a sua capacidade de amar. Não use por usar, não faça por fazer, não esteja por estar, não se contamine com a minha doença. Eu não quero estragar sua vida!
Eu não me interesso por nada que não me diz respeito. Enfatizo: eu não me interesso mesmo.
Hoje eu quero que você se segure em outros cabelos, aperte outro corpo, tenha medo de cair. E que você se esqueça completamente daquelas tardes, daquele meu jeito de segurar sua mão e, calada, dizendo milhares de coisas, te olhando de um modo infantil, enquanto você pensava saber quem realmente sou, com os olhos fixamente fincados nas suas pupilas, me enxergando em seus espelhos, sorrindo do modo mais desdenhoso, fingindo ser quem você esperava que eu fosse, enfiando meu sorriso na sua boca e dando gargalhadas dentro de você.
"... Mas o meu principal está sempre escondido.
Sou implícita.
E quando vou me explicar perco a úmida intimidade".
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Schwarzenegger
Eu costumava achar engraçado assistir as suas aulas e ficar observando como você se achava natural agindo de um modo totalmente forjado. Amor, você é uma fraude!
Eu costumava achar engraçado e queria ser sua amiga. Assim, do fundo de minh'alma mesmo. Ainda que você não me ensinasse inglês e me fizesse pular várias lições do livro didático. "Ok, class, lesson fifteen" (mas teacher, não estávamos na nine?). Enfim, eu tinha mil razões para achar tudo muito engraçado e nem fazia questão das aulas e de pagar a mensalidade de um curso de inglês para cantar umas musiquinhas e ficar tomando martini num boteco qualquer, escutando umas meias verdades que pouco me importavam. Mentira, eu ainda era uma boa pessoa e prezava pela moral, bons costumes, sinceridade, era assim, likeavirgin, e etc.
Engraçado falar desse tempo porque me parece tão distante, tipo, milhares de anos-luz. Mas eu também já te falei isso um milhão de vezes.
"Ana Laura, seu cabelo ainda tá liso? O meu tá!"
Sabe qual é o grande problema das coisas? é que elas nunca ficam iguais, sempre vão mudando e mudando até que um dia você as conhece tanto que não as reconhece mais.
Sempre me alfinetando, sempre dizendo que eu sou a nuvem que paira sobre o seu lindo e brilhante dia de sol. Eu, logo eu, sweethoneybaby!
Gosto também de errar na ortografia pra ver suas corressões estantânias.
E você é um bom parceiro de dança. Desce até o chão que, por obséquio, não fica muito longe pra você (digo no sentido físico, nada de moralidades, ok?)
Eu prometi umas palavras sobre você, não um texto. Como nunca pensei nisso antes? Quero escrever um texto: eu gosto muito de você, Capitú, mas não posso me manter muito perto porque me faço pior. Mas não é que eu me afaste de propósito, na verdade eu nem percebo, ou não tenho tempo de perceber. Meu telefone sempre toca e, ainda que sem assunto, conseguimos conversar até o tempo de sentir tédio e dor de ouvido. Sinto que não precisamos nos ver com freqüência e nem conversarmos diariamente para nos sentirmos exatamente os mesmos.
Uma vez nos calamos por um bom tempo, acho que dois meses. E eu não ia falar com você nunca mais na minha vida, mas você apareceu falando que a "magia era mais forte", achei engraçado essa coisa "mestre dos magos" e conversei.
Você disse que somos iguais mas não somos não, querido, você é o oposto do que eu queria ser, apesar de te achar uma pessoa excelente - quando eu crescer não quero ser como você.
Um dia, não me lembro se naquele momento te odiava muito ou pouco, mas eu fiquei com os olhos cheios de lágrimas. Quase chorei, bem, eu choraria, juro, mas é que a minha maquiagem era preta e brilhante demais pra isso. Já tinhamos bebido uma garrafa de martini e estávamos na segunda de cointreau quando você resolveu me contar os seus traumas. Schwarzenegger, muito comovente o modo com que nasceu seu jeito de olhar para as pessoas: fuzilamento sexy-míope. Eu só me lembro disso, nem sei se te consolei com um abraço porque, enfim, porque depois estávamos bêbados e dançantes demais pra lembrar de qualquer tristeza. Depois disso eu só me lembro do outro dia quando acordei e vi sua cueca vermelha spider-man, choquei pra sempre e fiquei sóbria. Impagável.
Eu não sou meticulosa, não vivo nas sombras, é tudo mentira sua. Minha vida é tão transparente como a água insípida, incolor e inodora. Mentira.
Outra vez em que eu quase chorei foi quando, ontem, você me disse que me amava loucamente e que eu não dou ênfase pra você no meu orkut. Disse que não era pra eu negar que tinha beijado você porque um dia eu mesma iria acreditar que isso era mentira. Veja, há um texto sobre você no meu blog o-f-i-c-i-a-l, não é demais?
Apesar de você ser essa pessoa escrota e idiota que é, apesar de não saber falar aramaico e de ter se tornado a pessoa mais previsível do mundo, tão patético dizendo: "bebê, blábláblá", apesar de você difamar seu próprio pai no youtube, apesar disso tudo, eu tenho consciência de que precisarei da sua companhia. Sim, porque talvez passaremos a eternidade juntos. Poderemos ser best-friends-forever-in-hell e, felizes, tiraremos várias fotos com fundo escarlate. Trem-do-mal e coisa-ruim serão parceiros ad infinitum. Isso se Deus não tiver misericórdia de mim.
"Beijinhos, também te adoro!!, rsrs".
Ana Laura RodrigueZ.
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
MELDELS!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008
De cara nova.

Tá bom, tá bom, vou dar uma dica: odeio cor-de-rosa.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Prolixidade
Não, isso não é mentira. A imensidão de impressões que tenho dentro de mim me dificultam a expressão, fazendo com que eu me estenda imensamente ao falar. Às vezes, mudo de assunto por saber que não poderia concluir um pensamento sem ser enfadonha. Eu não posso mudar, é que nunca sinto uma coisa só, nunca tenho apenas um ponto de vista e se eu for expor algum, logo terei de falar sobre todos, do contrário estaria sendo omissa, hermética e incompleta.
A falta de praticidade no meu falar vem do fato de que eu penso demais. Sobre todas as coisas, e sempre me dói a cabeça quase que literalmente.
Me espanto quando um raciocínio super lógico exposto por mim não faz o menor sentido para os outros.
Eu duvido que se algum ser desse mundo pudesse perscrutar meu cérebro, poderia entender metade das contradições que carrego dentro dele.
A verdade, meu amor, a verdade que todos enxergam mas que ninguém vê, é que prolixidade eu tenho é na alma, apesar de usar, de fato, muitas palavras.
- Não era nada disso que eu tinha programado pra postar hoje.
Update: Dedico esse post a culpada: Raquelzinha que me xingou de prolixa. Mas eu não me ofendo, tá ligada?
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Pardón, muita variedade de assuntos pra se enquadrar num único título.
Meu espírito rebelde também tem se revelado muito ativo nos últimos dias. Há alguns meses meu patrão resolveu bloquear meu acesso ao orkut e ao msn, óbvio que eu encontrei outros meios de acessar, não com todos os recursos, mas enfim, o importante é estar conectado, o mundo está conectado, venha, join us, baby!
Tá, consegui me manter conectada, mas além desse problema, o que me irritou putamente foi deletarem meus programas de baixar música porque eu não sou NINGUÉM sem um fundo musical! Como diz Clarice: "por trás do pensamento tem sempre um fundo musical"; logo, sem um fundo musical, não há pensamento, viro ameba, um horror, cara, um horror! E eu já não suportava mais ouvir as mesmas músicas, então toda a revolta se juntou e resolvi tomar providências.
Então, ontem executei minha vingança. Criei perfis em milhares de sites de relacionamentos e também na last.fm mas fico meio insatisfeita por não poder, como de costume, escutar a mesma música 156741387556 vezes seguidas... Oi? Não, eu não tenho ocupação!
Inclusive na semana que vêm estarei de férias. Os outros quinze dias que faltavam. Cara, meu sonho de consumo em relação a férias, é sair no domingo, me embriagar, dançar, chegar 5am em casa e saber que é segunda, mas posso dormir o dia todo! Enfim, veremos se realizo este pequeno capricho.
Mas, como é inevitável dizer, eu não tenho muita sorte com férias, quem é meu leitor deve se lembrar, e eu, consciente disso, já preparei o meu espírito pra minha mãe que me fará de pajem da minha doce e adorável irmãzinha e que já deve estar programando o roteiro de faxina pra me escravizar.
Ah, vou ver se no próximo post scaneio a prova da guarda-mirim onde misteriosamente (?) apareceu um texto meu que foi publicado aqui. Hahahahaha! Mentira, foi a Tacyla que colocou, só vale lembrar que meu nome é Ana Laura Rodrigues e não Ana Laura Ribeiro, mas tá valendo!
Ó, eu tenho muitas páginas na internet pra dar assistência, qualquer hora eu volto.
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[sarcasmo] Update para agradecer a Europa que me visita diariamente. Hahahahaha! Não sabia que as pessoas na Alemanha lidavam tão bem com o Português, enfim, espero ainda conquistar a Ásia. [/sarcasmo]
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Strange World.
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a
m
ã
e
e
u
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e
a
m
o
...essas, coisas.
Eu precisava me sentar e conversar descontraidamente com um amigo agora enchendo a cara com qualquer-coisa-altamente-embriagante, e depois voltar pra casa rindo e dançando em baixo dessa chuva linda (e que ficaria ainda mais linda do ponto de vista etílico) que o céu vai desabar daqui há alguns instantes. Ou ainda me trancar no quarto com um livro que me fizesse esquecer o resto do mundo. Quando eu me sinto assim, costumo ficar calada e não achar graça de nada.Mamãe ontem estava estranha, mandou até eu dar uma festa pros meus amigos. Me deu um pouco de medo. Não é bem a carinha dela sugerir esse tipo de coisa, talvez ela tenha percebido que eu estava/estou triste e quis me animar. Talvez.
No entanto Bosi e Roncari me lembram a todo instante que estão me esperando com seus adoráveis textos pra eu fichar.
Esse é o centésimo post publicado neste blog. Agora me perguntem o que vocês tem a ver com isso ou como eu consigo arrumar tanto tempo pra ficar escrevendo esse tipo de aleatoriedades.
Mas se eu não escrever aqui vou gastar papel e incentivar o acúmulo de lixo e desmatamento de árvores, vou escrever nas paredes do seu quarto ou nas minhas mãos/braços/pernas, porque eu preciso escrever, benzinho. E é sério! Ontem eu até pensei em deletar essa jossa devido a minha falta de liberdade aqui. Da próxima vez que resolver criar um blog não vou contar pra ninguém.
Oi, dia estranho! Olá, quarta-feira estranha! Ei, outubro estranho! Alô, mundo estranho!
Ah sim, a estranha aqui sou eu? Então tá tudo bem!
E só pra constar, não estou na TPM.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Ok, ok!
Ligações desesperadas, mensagens pela madrugada, comentários em outros posts, scraps e afins. Gente, como eu pareço previsível einh!
1º Todos aqueles textos entrelaçados são meus, mas tipos, escritos em épocas distintas. Ali tem texto escrito em 2001, por exemplo.
2º Aquilo fez mais sentido na cabeça das pessoas do que na minha. Quem entendeu perfeitamente tudo que está ali, se habilitaria a me explicar, por favor?
3º O sentimento ali expresso não foi literal, o texto está putamente carregado de metáforas. Algumas até indecifráveis, creio eu.
4º O interlocutor que chamo em todos os fragmentos durante o texto é o mesmo. Mas creio eu que ele nem é meu leitor.
5º A moral da história é que aquele sentimento tão aclamado por mim no passado já morreu (sim, eu já ri desesperadamente), e eu escrevi aquilo tudo como forma de ironizar meu sentimento atual, ou seja, se isso que eu tanto enfatizava passou, qualquer outra coisa passará.
Bem, sem mais para o momento!
Hahahahaha!
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Esfinge: D. ou D-te.
Sempre diz que gosta de coisas de que não gosta nada. Mas acredita gostar.
Sabe do que ela gosta mesmo? de estourar bolhas. Isso é verdade, não foi ela que inventou.
Às vezes ela precisa mesmo deixar de lado o nexo, nem que seja pra desabafar. A própria vida não tem nexo!
E esse tom grave não é meu tom de escrita, mas é o tom de vida dela. Não tenho que parecer sempre uma perturbada-hiperativa-super-engraçada como ela parece ao escrever. E não tenho que usar sempre sinais gráficos pra me expressar. Ela não está se sentindo bem.
No meio de tantos pensamentos banais, ao invés de pensar na vida, na realidade empírica, nas coisas que realmente acontecem, ela fica pensando nos olhos e nas atitudes das pessoas. Ou de uma pessoa - ela não quer ver você nunca mais até que possa te dizer que você foi a causa principal dos seus novos problemas desde quando ela se lembra de ter novos problemas. (sic)
Por que custa tanto escrever quando a verdade é desconhecida?
Eu conheço tantas verdades...
O medo agora é que através das palavras você desvende meu mistério de vida ou descubra que não há mistério algum? Protesto! Sempre há mistérios. O problema é fazer com que você viva sempre motivado a desvendar o que nem sempre é tão interessante.
E por que dar tantas voltas quando se sabe exatamente onde almeja chegar? Eu quero desvendar um mistério, e não desvendo a você que me lê, desvendo a mim mesma que não suporto mais não saber de tudo. (sic) E por desvendar somente a mim é que cubro o texto com as linhas e a verdade fica só nas entrelinhas. E esse jogo de narrador-personagem-interlocutor é apenas uma forma de te confundir e dizer que não sei/não entendo quem realmente sou ou onde quero chegar. Quando sabe-se demais de si precisa-se falar dos outros, ou pelo menos fingir que se é outra pessoa. Então eu sou ela. Ela que diz a você o que eu nunca conseguiria dizer. (sic)
E a verdade é uma só: não existia nenhum modo de ser diferente.
Ela, que sempre admirou tudo o que não entende, tudo que não tem coragem de fazer...
Ah, o que dizer daquele ser? Olhou para ele pela primeira vez e sabia que havia sintonia, é verdade que o modo de sintonia existente era desconhecido, mas ela sabia. Tanto que não se permitia olhar dentro daqueles olhos por muito tempo porque aquele olhar era explícito demais, e ela tinha medo de que eles revelassem aquilo que ela queria que fosse mentira. Desde sempre, mesmo inconsciente, aquilo a desconsertava. Ela não podia ver dentro daqueles olhos, não podia enxergar o mistério que havia por detrás deles (e que posteriormente descobriria), mas ela sempre soube que aqueles eram olhos de quem guardava em si uma verdade secreta. É verdade que não se tratava apenas de uma verdade.. eram várias... verdades que ela não deveria saber, mas queria.
E como não se aproximar de quem é do tamanho do seu ideal? (sic)
Quando ela morrer pra isso entenderá que a verdade nunca passou de um devaneio de sua cabeça. A verdade vai virar mentira em um incrível dia, e ela vai se lembrar de tudo rindo desesperadamente. Porque viveu e morreu por algo totalmente inexistente.
Narrador diz: Esse texto são recortes de outros textos, com diferentes (ou mesmos) assuntos transportados pra 3ª pessoa e (intencionalmente) fundidos para confundir e fazer juz ao título.
Ela diz: Quem me chamar de louca será banido deste blog.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Noite de terror!
Entonces, há uns dois meses eu ouvi uma colega de trabalho dizendo que foi convocada para trabalhar nas eleições. Eu, que já fui agraciada com esse ilustre cargo logo na primeira eleição em que votei, fiquei feliz e pensei: bom, se eu não recebi intimação nenhuma, é porque não vão me convocar.
Mas o fato é que eu nunca pegava minhas correspondências, porque morava em apartamento, a caixa de correio era lá no pátio, eu não tinha saco pra descer as escadas e procurar minhas cartas no meio das de 80 moradores e no final só encontrar cobranças de cartão, faculdade, marketing de escolas técnicas etc, etc...
Quando meu pai resolveu pegar pra mim, adivinhem? Lá estava a agradável intimação para que eu comparecesse ao cartório eleitoral naquele mesmo dia. Bom, além de receber uma notícia boa dessas, eu ainda teria que ir correndo porque estava em cima da hora.
Pois bem, fui, e pra minha surpresa tinha sido promovida! Uhulll! De suplente de mesária a membro da mesa de justificativas! E detalhe: como o cargo é diferente, teria que participar de uma reunião, que por sinal, foi ontem.
Meu, ontem eu não tinha aula, poderia ler tranqüilamente mais um bom fragmento do meu novo livro, ou ir a manicure, enfim, eu queria a noite pra mim, e tive que ir naquela droga de reunião que por coincidência foi realizada lá na faculdade, ou seja, não variava nem o ambiente!
Gente, fui com minha prima achando que voltaria com ela, "reunião eleitoral, deve ser coisa rápida, só pra dizer como preenche a ficha e tals", a primeira coisa que perguntei pra monitora: vai demorar? E ela sorrindo
Meu, duas horas? Pra quê? A urna não é eletrônica? Vou ter que contar os votos um-a-um? Treinamento pra fazer boca-de-urna? Pra persuadir o eleitor? Ah, pelamor!
Com raiva me sentei. Depois de quarenta minutos da hora marcada começaram! Eu já estava furiosa quando a monitora do cartório mandou que todos ficassem em pé para fazer uma dinâmica. O pensamento que me ocupava era: "ahhh, seu eu tivesse uma bazuca!"
"Olha, é o seguinte: vou ler um texto e toda vez que eu disser a palavra 'amor' vocês dão um aperto de mão na pessoa ao lado (pessoa do lado: não, não era um bofe filet, era uma mulher-macho aparentemente lésbica), toda vez que eu disser a palavra 'garra', batam palmas, toda vez que eu disser a palavra 'numseique', batam os pés, e, por fim, toda vez que eu disser 'bem-vindos', abraçem a pessoa ao lado (que já citei quem era). Agora olhem bem pra minha cara e respondam se eu tenho tipo de quem gosta de dinâmica interativa?
.
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Meu rosto já ardia em brasas e eu continuava a pensar não só na bazuca, mas em bomba atômica ou qualquer outro artifício altamente destrutível. Foi aí que, pra piorar, um funcionário do cartório começou com um discurso de motivação: "você é especial, sem você a eleição não aconteceria, entre milhões de cidadãos escolheram você, obrigada por comparecer" ... Minha mente hiperativa deturpava tudo traduzindo assim: "merda de azar, como você é fodido, mais de duzentos mil eleitores nessa cidade e resolveram te chamar, e se você não viesse seria processado e multado! Rá, imbecil, vai trabalhar o dia todo e ganhar 10 reais". Depois ele disse que nessas eleições teríamos uma novidade: Provavelmente a nossa cidade terá segundo turno, visto que alcançamos o ilustre número de duzentos mil setecentos e sessenta e dois eleitores. Ótima notícia! Talvez o trabalho seja em dobro.
Depois de muita embromação e boas notícias começaram a dar as informações relevantes: "esses dados são preenchidos com caneta azul, esses com caneta vermelha, digite assim, imprima assim" faltou só ensinarem o alfabeto. Depois começaram a ensinar a conectar os cabos da urna eletrônica. Gente, só tinham dois cabos e a explicação durou uns trinta minutos. Surgiam dúvidas inacreditáveis, exus perguntando toda sorte de idiotices até que eu não aguentei e fugi pra biblioteca!
Entrei tão desorientada que esqueci de deixar a bolsa no armário e o bibliotecário teve que ir me avisar que não podia entrar de bolsa no recinto. Beleza, agora também vou roubar livros!
Eu comecei ler Ana Cristina César mas parei porque o tom depressivo e a idéia de que ela se jogou de um prédio me sugeria idéias defenestrativas tipo: me atirar da janela, atirar os funcionários do cartório pela janela, ou empurrar os eleitores de uma escada (defenestração é só o ato de atirar alguém pela janela, não pela escada, mas vocês entenderam, eu tava afim de empurrar pessoas) enfim, essas coisas.
Depois me acalmei com a mitologia grega. A sensação era de refrigério da alma. (mentira, tragédia grega é sempre cheia de sangue, vingança e violência, adoro!)
Todas as vezes que me lembro que trabalharei domingo, 5 de outubro, das 7 às 17, pela quantia de 10 reais, com a possibilidade de um 2º turno, respiro fundo e tento pensar que daqui alguns anos serei funcionária pública e poderei gozar dos dois dias de dispensa do trabalho em recompensa pelo martírio.
Enfim, essa é a parte em que todos riem e me dedicam pêsames.
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Chegou!
Era até um item da minha lista de pretensão que já esteve ali ao lado, lembram? Talvez não, era importante, mas era importante pra mim. Porém parecia impossível conseguir, já que não o encontrava em lugar nenhum. Não gente, não era o item: beijar o Gianecchine, não! hahahaha! Mas por incrível que pareça, eu o queria muito mais que isso!
Achei em um sebo on-line o livro "Clarice: uma vida que se conta" da professora Nádia B. Gotlib que é a biógrafa de Clarice mais respeitada no Brasil. Mas após o lançamento na Argentina o livro estava esgotado, daí surpreendentemente eu o achei depois de meses de procura, mas foi quase um parto normal.
Primeiro eu sou pobre falida e tinha que esperar liberarem o crédito do meu cartão, isso demoraria uma semana e eu correria o risco de alguém comprar antes de mim. Depois eu não sabia se o site era de confiança e não achava nada, nem críticas nem elogios sobre ele na internet (portanto eu farei o elogio de utilidade pública: podem comprar na "traça on-line" tranquilamente) e pra terminar, ele estava muito mais caro do que seria um exemplar novo. Mas eu queria tanto, estava tão alucinada que comprei.
E chegou! Agorinha. Aqui em casa. Uma semana antes do previsto! Justo hoje que eu não estou trabalhando e estava aqui pra receber pessoalmente! Ai, super de Deus eu ter comprado! Gente, meus olhos estão brilhando e eu nem sei quantas vezes eu já abracei e beijei o livro! hahahaha.
Tudo bem, posso ser louca, mas se me internarem, me deixem levá-lo comigo por favooorrr!
Eu tenho a biografia da deusa enigmática!
Eu tenho!
Eu tenho!
Eu tenho!
Eu não consigo descrever a sensação, deixarei que ela mesma o faça:
"Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.
Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre ia ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como devorei! Eu vivia no ar... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.
Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.
Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante."
Clarice Lispector in Felicidade Clandestina.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
*type a title here*
Droga, existe algo pior do que se sentir culpada por algo que sabe que não fez? Então, é mais ou menos isso. Me sinto culpada por abandonar meu blog, o que não é totalmente verdade. Enfim, não interessa, ninguém "véve meu pobrema" mesmo.
A vida é engraçada. Há uma semana eu me sentia assustada com minha experiência de quase-morte. Ah, não contei aqui? Pois é: morfina na veia, sentimento inquietação constante, irritação, mandar a vó calar a boca, pular sem parar debaixo do chuveiro, pedir pra morrer, xingar o caminhão do lixo, atirar objetos, pânico súbito de telefone celular, chorar compulsivamente, prometer mundos e fundos a Deus para que aquela sensação passasse.
Enquanto eu surtava e desorientava a minha família toda, minha mãe, que é muito mais louca do que eu, tinha alucinações (sem ter tomado medicação nenhuma) e ju-ra-va ter visto um rato que saiu voando (???) da cozinha pra varanda. Minha irmã de três anos, diante daquela situação delicada, veja bem: uma irmã agressiva e uma mãe alucinada; resolveu apelar para uma intervenção divina e interceder por todos simultâneamente. Se ajoelhou ali mesmo, na cozinha, e num ato de fé orou a Deus:
- Oh meu Deus, ajuda a Laurinha, por favor, arruma a cabeça dela... Maaaata! Maaaaaata!
Mamãe assustada perguntou:
- Maria Eduarda, você tá pedindo pra Deus matar sua irmã?
E ela ainda com os olhos fechados continuava:
- Nãooo, mataaa o ratooo, o ratoooo, a Laurinhaaa. Nãoo! Faz ela obedecer minha mãe. (?)
Hahahaha. Enfim, no final das contas o rato era uma borboleta preta. É isso, além de não ter uma família normal a minha dor de cabeça ainda não passou de todo e eu ainda não sei qual o fator causador disso. Suspeita-se que seja algo relacionado ao meu grau de
Mas veja como Deus é bom: depois disso eu tive um final de semana super legal!
Ó, já viram que eu não tenho mais assunto. Então vamos às notícias:
* A Rafaella me ofereceu dois selos que já estão ali ao lado nos slides. Obrigada, querida!
* Meu blog agora é lido em celulares porque um fã alucinado assinou o meu RSS. (?) (rss=risos?)
* Peguei mais 5 mil trabalhos acadêmicos para fazer com a finalidade de descolar uma grana e ir pra SP no fim do mês e gastar, além do dinheiro, um pouco da minha dignidade na buathy. Então se eu sumir dessa vez nem é porque morri (espero), é muita ocupação de verdade. Que que é? Eu podia estar matando, roubando, me prostituindo! (ando tão engraçada por esses dias, precisa ver)
Ai, tchau.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Precisa-se de outra cabeça. (completa)
Terça-feira passada eu fui vacinada na faculdade por enfermeiros-psicóticos-apaixonados-por-agulhas. Nem doeu. E também eu sempre gostei de tomar injeção e tudo, nada de mais! A moça me falou que não teria efeito colateral nenhum. Que se eu estivesse grávida meu filho, na melhor hipótese, nasceria cego, surdo e mudo, mas que se não tivesse não aconteceria nada. Eu não tô, então foda-se. Vou tomar, quero morrer de tuberculose, não de rubéola. Ela falou de relance sobre uma vizinha dela que tomou a vacina e disse sentir dores de cabeça, mas ela nunca tinha visto mais ninguém sentir essas coisas, então era super improvável acontecer.
Fato: quarta-feira eu estava com enxaqueca.
Quinta-feira faltei da faculdade por causa da tal dor de cabeça.
Sexta-feira parei com o remédio de emagrecer por causa da maldita dor de cabeça.
Sábado tomei 58 analgésicos e enchi a cara, por causa da dor de cabeça (?). Mentira, eu que queria encher a cara mesmo.
Domingo passei o dia bancando a anti-social enquanto acontecia um belíssimo almoço de família na minha nova residência. Por causa de quê? Da ressaca e da dor de cabeça. Desde então, para a minha santa mãezinha já não existia histórico nenhum da minha dor. Ela só lembrava que bebi e cheguei tarde, então era só por isso que estava com dor de cabeça.
Segunda-feira, após tomar sem sucesso o remédio mais forte que conheço, passei 4 horas no hospital tomando soro e fazendo exames para no final o médico me dizer que eu estava com stress e que deveria descansar. Logo em seguida me deu uma receita com o nome de "Luciana S. Cintra" e me mandou para casa.
(?)
Meu, vem cá: Descansar? O senhor sabe o que significa véspera de semana de provas? O senhor sabe quantos trabalhos tenho pra fazer? Quantos livros tenho pra ler? O quanto minha vida emocional é conturbada? O quanto minha família é louca? O senhor não sabe nem meu nome, então shut up, doutor!
Terça-feira (hoje) eu ainda sinto dor de cabeça e marquei com um neurologista que só tem vagas pra outubro. Isso porque eu tenho convênio com a Unimerda que é o plano de saúde mais caro da cidade.
Cara, além de tudo isso, a dor de cabeça me deixou retardada, bebi cerveja (difícilmente eu encho a cara com cachaça não-destilada), comecei a ligar desesperadamente pra todas as pessoas do mundo, torrei meu cartão de créditos, coloquei um piercing no nariz, chorei (literalmente) as pitangas pra desconhecidos, não fiz nenhum trabalho da faculdade e oficializei um perfil no orkut. Agora preciso de uma cabeça e de um cérebro novo, porque não sei o que me incomoda mais: a dor ou o retardamento.
Ó, se eu não voltar é porque morri.
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Era tudo mentira!
Ontem eu resolvi fazer a linha caxias e sentar na primeira carteira perto da professora pra ver se eu conseguia pegar alguma coisa. Resultado? Percebi que o máximo que pegaria seria um resfriado porque não entendia nada do que ela falava. Genthy, tudo muito confuso! Ela escrevia as sentenças e puxava umas flechinhas seguidas dos símbolos OD-OI-CN-AA-VT-VI-VTDI-NS-NOI e esqueminhas ad infinitum. Meu, eu pensei: Bem, o AA eu sei que é alcoólicos anônimos mas se o restante não forem novos vírus de DST's eu realmente não sei do que se trata! hahahaha.
Mentira, eu até sei, mas tipos, não acompanho com a velocidade em que ela fala. Até eu me lembrar que AA é adjunto adnominal e me lembrar o que é um adjunto adnominal, ela já tá falando em VTDI, que eu demoro mais uns bons instantes pra identificar como verbo transitivo direto e indireto. Mas sabe? eu acredito no poder da fé. No fim da aula eu até tava sabendo resolver os exercícios de conjunções subordinativas adverbiais mas cara, enquanto eu não peguei o fio-da-meada passei duas horas ensaiando como eu ia dizer pros meus pais que quero trancar a matrícula. hahahaha
É mentira também, eu AMO o curso que eu faço e pra mim é a coisa mais importante do mundo! (coisa mais importante, ok?)
Mas é que eu não gosto mesmo da parte gramatical da língua cheia de nhénhénhéns, coisa e tal. Sei lá, eu acho que eu, como estudiosa da Língua Portuguesa, sendo ela o meu objeto de trabalho, tenho mesmo que saber dessas coisas mas não tem sentido ensinar um aluno de ensino fundamental e médio o que é uma oração subordinada comparativa adverbial se no futuro ele quer ser um engenheiro agrônomo. Ok, meu ídolo é a Gramática de Usos e a Moura Neves!
Cada dia que passa eu amo mais literatura. Esse desespero todo não existiu na aula anterior quando meu sangue fervia e meus olhos brilhavam ao ouvir "Dante Alighieri", Beatrice, Divina Comédia, etc, etc.
Isso sim é que é apaixonante e indispensável. Não sei como uma pessoa pode passar pela vida e morrer sem ter lido Aristóteles, juro!
Bem, se eu sumir já sabem: estou perdida entre os códigos de vírus DST's, a gramática normativa, os diagramas arbóreos e afins porque
É como dizem por aí: "CORRÃO"!
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Prós e contras:
1º porque era pagode e só esse fato por si só já valeria pra eu não querer ir.
2º porque eu não poderia beber e isso já completa.
3º porque eu detesto aquela gente chata pseudo-socialite que foi convidada.
4º porque eu queria ficar na cidade e ir no aniversário da minha amiga.
5º porque era no rancho, longe e eu iria ter que dormir lá.
6º porque eu teria que usar uma camiseta (abadá?) ridjjjícula que parecia uniforme de varejão.
7º porque a camiseta verde-bandeira (e cara, eu ODEIO camiseta) não combinava com nada.
8º porque eu teria que acordar cedo pra ir.
9º porque não estava com a mínima vontade.
10º porque não tinha outra alternativa.
E pasmem! Tudo mudou porque:
1º Apesar de ser pagode a banda era boazinha (ou bom eram os integrantes?).
2º Porque eu acabei bebendo horrores mesmo sem poder.
3º Porque fiz alguns achados entre as pessoas chatas pseudo-socialites.
4º Porque minha amiga perdoou minha ausência.
5º Porque dormir no rancho foi tudo de bom: tequila, narguilé com halls preto, Nando Reis pra purificar os tímpanos, L.A de cereja, boas risadas, brincar de passar-fumaça, enfim, impagável.
6º Porque o fato de TODAS as pessoas estarem de abadá verde-bandeira destacou exatamente uma que não estava.
7º Porque verde é cor da esperança e vai ver isso ajudou um pouco. hahaha!
8º Porque não tive que acordar cedo, fomos após 12pm.
9º Porque mesmo que isso vá contra os meus conceitos, minha vontade estava errada.
10º Porque não tinha outra alternativa, era lá que eu deveria estar.
"É no pagode, é no pagode lelelelele".
E se no ano que vêm for baile-funk com camiseta amarela, mesmo assim eu vou. Juro! hahahaha!
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
A incrível blogosfera.
Há seis meses entrei na blogosfera. Falando assim até parece que é uma coisa superséria e tals. E pra mim, de fato, é.
O prazer que sinto ao ver pessoas lendo e gostando de coisas que eu escrevo é incomensurável mas posso garantir que gosto ainda mais de encontrar pessoas que escrevem coisas que realmente me atraem. Nos últimos dias tenho passado incontáveis horas com uma mão no queixo e a outra no mouse, lendo arquivos desde o ano de 2004 de um blog que me conquistou completamente.
Mas como nem tudo são flores, passeando por diversos blogs já vi de tudo e um pouco mais... Cara, tem coisa que me tira do sério.
Meu, todo mundo tem algum talento na vida, seja ele dançar, cantar, jogar ping-pong, fazer crochê, ponto-cruz, escrever, plantar bananeira, enfim, pra alguma coisa você tem que servir. Talento é talento e não existe nenhuma pessoa totalmente (in)útil. O que me dá raiva, não só aqui, mas em todos os lugares, é ver pessoas insistindo em fazer coisas que NÃO SABEM fazer. Meu, escrever é coisa séria, cada macaco no seu galho, né?
Ontem, lendo o TDUD? que pra mim era o melhor blog hospedado no blogspot (só não é mais porque agora ganhou domínio uol e virou site), vejo centenas de zoações sobre esse assunto, como (com toda razão) disseram ontem a respeito das sub-celebridades que se põe a escrever:
"Você vê a gente lutando vale-tudo? Esse povo acha que só porque tem computador em casa pode sair escrevendo. Se a gente tivesse um tatame em casa a gente DORMIA nele, que é o que a gente sabe fazer. Não vamos sair LUTANDO, então não venha ESCREVENDO."
Pois é, um ponto é esse. E o mais curioso, é que geralmente esses blogueiros inocentes e desavisados do fato de que não tem talento pra escrever, são sempre os mesmos que fazem comentários inúteis nos blogs alheios, tipos:
"Blog legal, vou te linkar. Visita o meu aí."
"Concordo com você. Voltarei sempre! meu link é tal."
"Mandou bem. Acabei de atualizar meu blog, passa lá."
Meu, tá na cara que essas pessoas não leram nada do que você escreveu e, se leram, não tiveram capacidade nem pra interpretar, quem dirá para formar uma opinião sobre o assunto. Sinceramente já pensei em tirar a opção de comentários do meu blog porque me aparece tanta pataquada que dá até medo, mas tipos, não faço isso porque também tem aqueles comentários que são um verdadeiro presente e que compensam o infortúnio.
A verdade? 70% dos comentadores assíduos são pessoas querendo retribuição em comentários.
Gente, pelamor, quer receber recadinho "Oi, você é legal, beijomeliga"? Crie um perfil no orkut e bora mandar scrap.
Blog é lugar de gente que gosta (e sabe) ler e escrever, e não de pessoas querendo trocar cumprimentos e figurinhas.
Bom, é verdade que tenho sido uma comentadora ausente, quase não comento em blog nenhum porque não é toda hora que você quer expor sua opinião, criar uma argumentação e tudo mais. Eu garanto que leio mais de 20 blogs diariamente e que comento em 2 ou 3. Não é que eu não goste dos demais, eu simplesmente só comento quando percebo que meu comentário será útil. Não acho necessário ser mais uma a dizer: "hahaha, que legal, concordo com você".
Às vezes, eu vou comentar o blog de alguém e vejo que já falaram aquilo que eu tinha em mente, então, fecho a janela e nem comento. Não que eu ache errado comentar algo repetido mas é que eu perco o tesão quando minha idéia já foi exposta, pensamento meu, enfim.
O que tenho percebido é que depois que parei de responder a todos os comentários que recebo, mais da metade dos meus comentadores assíduos sumiram! Oi, vem cá: Você gosta mesmo do que eu escrevo ou comenta só pra retribuir a visita? Porque, sinceramente, se pra você for alguma obrigação ler o que eu escrevo, se achar meus textos muito longos (e, geralmente são)dessa função tá dispensado, amor, vai ler gibi-da-Mônica, Capricho, revistinha de piadas ou os blogs de que você realmente gosta porque eu não tenho problema nenhum em ver um, dois ou zero comentários nos meus posts. Se eu gostasse mesmo de popularidade, sairia divulgando, comentando em todos os blogs e nem estaria sendo tão sincera quanto agora por medo de espantar meus leitores. Inclusive, além desse, eu tenho mais dois outros blogs onde eu escrevo e que nunca mencionei aqui. É o seguinte: se eu gostei do seu blog, independente de você visitar o meu ou não, eu vou voltar e comentarei se eu tiver alguma coisa válida pra dizer. O que me irrita é ver 564854102 comentários e só 2 ou 3 serem realmente relevantes.
Não, esse não é um post dizendo: "Ué, cadê meus comentadores?", muito pelo contrário, eu tô escrevendo justamente para pedir que, se você não achar legal ler o que eu escrevo, simplesmente não se sinta na obrigação de ler e comentar e não ache que porque você comenta meu blog, eu vou, necessariamente, comentar o seu, ou, se você nunca mais aparecer, eu vou parar de te visitar, porque, francamente, comigo as coisas não funcionam por aí.
Pra falar a verdade meus blogs preferidos são aqueles nos quais eu nunca comentei e de que cujo os donos nem sabem que eu existo.
Há vários estilos de blog e eu reconheço o talento das pessoas mesmo se o estilo delas não forem o mesmo que o meu. Exemplo: A Dama de Cinzas e a Mary West são blogueiras que escrevem sobre temas polêmicos de modo excelente. A Narradora, a Mariana e a Janete, escrevem com uma sensibilidade absurda, a Nathália, a Raquel, a Ciça, entre tantas outras, sabem escrever com a naturalidade de quem está conversando, o Gabriel e o Eddie me divertem super. Tudo isso me encanta, mesmo que eu não seja polêmica, sensível, natural ou engraçada como eles.
Eu leio tudo mas comento raramente porque, para mim, o que importa é o prazer de ler e escrever e não os confetes e serpentinas da popularidade medíocre de uma estrela blogger. E por falar nisso, "Momento *money, success, fame, gamour*": ontem fui convidada a dar uma entrevista, juntamente com o Gabriel para uma revista da nossa cidade falando sobre os nossos blogs e tals. Sinceramente, nunca pensei tanto nos "prós e contras" da divulgação desse blog, porque não será nada agradável se meus queridos progenitores resolverem ser também meus leitores. hahahaha! Enfim, a entrevista rolou, que Deus me proteja!
Esse post foi mais um desabafo do que qualquer outra coisa.
Desculpe o tom de revolta. Agora pode rir gente! hahaha.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Oi, meu nome é Ana Laura e eu sou confusa (!?.)
Faz uma semana (eu acho) que entrei em recesso de tudoetodos para organizar melhor minhas idéias e pensar sozinha. Fiquei doente, faltei três dias da faculdade, um dia do trabalho, passei sexta-feira em casa, sábado fui à uma festa de família e domingo pensei em ir à igreja.
*Möito bem, campeã, e aí? Já tá sabendo o que quer?*
O fato é que não. Não dá, definitivamente, eu não sei o que quero e nem sei se quero.
Sei que não sirvo pra ser madrecita de Calcutá, virgencita de Guadalupe e nem nenhuma outra porra de personagem plana e do bem. Também não sou filha de Darth Vader e nunca esteve nos meus planos ser satanista e nem participar de rituais antropofágicos; eu NÃO SEI qual é a minha praia! Eu sou perturbada e também não sei porquê as pessoas nunca entendem isso!
Ontem de manhã eu estava superdomal e disposta a morrer contra a Paz Mundial, durante a tarde eu me sentia depressiva e pensava em suicídio, à noite eu pensava em como dar um upground na minha vida sendo mais estudiosa, mais trabalhadora, aproveitando melhor minhas oportunidades, sendo esforçada, parando de comprar compulsivamente. Pensava nisso folheando catálogos de cosméticos enquanto todas as outras pessoas assistiam a incrível aula de lingüística.
(CENSURADO POR MOTIVOS DE DIVULGAÇÕES MAIORES) hahaha...
Pronto, conquistei minha 154874121257ª inimiga. Na volta da faculdade, os sentimentos nobres voltaram a me invadir e eu estava com os olhos cheios de lágrimas, quase chorando, compadecida de uma criança de quatro anos que não consegue ser adotada e pensando em como a humanidade é perversa. Depois, me esqueci de toda essa contradição e fim.
Agora, seligaí nos surtos do negrito e me fala: Isso é ser normal? Porque se for, eu tenho um equilíbrio de causar inveja, amor!
Tá, eu acho muito bonito essa coisa de as pessoas dizerem: "Sou um poço de determinação, sei muito bem o que quero, sou uma pessoa de fibra e blá-blá-blá".
But i say: Oi, meu nome é Ana Laura, tenho 21 anos e a única certeza que tenho na vida é que gosto de ler, escrever, odeio gente burra e sou heterossexual. Only this, babe!
Cara, eu não sou louca, mas tem horas que me dá mór vontade de super entrar pro crime, cantar em barzinho, virar pedinte-de-porta-de-igreja, ser neo-hippie, mudar pro litoral, vender muambas, ser paquita, seguir carreira alá Juan Carlos Abadia, enfim, sair de casa só com uma mochila nas costas e, nãoimportacomo, ter muita história pra contar, sabe?
(note que nenhuma das atividades acima se inter-relacionam)
Mas oi? Meu nome é Ana Laura e eu não tenho psicológico pra acordar e não saber onde vou dormir a próxima noite, não sei viver dia-após-dia, não durmo sem o Pimpão, sou uma cobarde-de-uma-figa, acho que o crime não compensa e só!
Tente entender... Eu não me ligo em dinheiro mas preciso de estabilidade. Não suporto relacionamentos amorosos-fixos mas preciso me sentir "gostada". Não gosto de trabalhar mas preciso me sentir útil. Não tenho paciência pra assistir aulas mas adoro estudar e saber.
Sei lá, será que sou só eu no mundo ou existe mais algum
Oi? meu nome é Ana Laura e eu já parei com as anfetaminas. Faz tempo; juro! Tô de dieta e não vou falar que é sério porque, haha, meu-nome-não-é-Johnny e quem vai acreditar em mim?
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Dúvida, dúvida...²
Até quando jogadores de futebol semi-alfabetizados-que-não-sabem-cantar-o-hino-nacional vão faturar em um mês o que uma pessoa com pós-doutorado levaria anos para ganhar?
Até quando a única leitura do brasileiro será a de best sellers? Seria Sidney Sheldon mais cultura que José de Alencar?
Por que brasileiros ficam orgulhosos quando algum estrangeiro diz conhecer o Ronaldo? O ideal não seria conhecerem Machado de Assis? Será que os gringos também sabem qual é a capital do Brasil?
Desde quando Paulo Coelho é literatura? As cadeiras da ABL estão à venda?
Por que o pobre estuda a vida inteira na porra da escola pública pra depois prestar vestibular e perder a vaga para um indivíduo que sempre teve dinheiro pra estudar em escolas particulares e por isso, obviamente, está melhor preparado? Ok, quem tem grana pode estudar de graça, mas e quem não tem? Vai pagar como?
Os negros são intelectualmente menos favorecidos? Então por que existem as cotas? Acaso não existem também pessoas brancas, pobres e sem oportunidade? Oi?
IRONIZA:
Quando é que eu vou ganhar minha cadeira ao lado da do Machado na Academia?
Quando é que eu vou me aposentar e viver às custas do governo?
Quando é que eu vou ser a porra de livre-docente-fodona-e-bem-remunerada?
RODRIGUES. Ana Laura. Como superei um governante analfabeto, as sub-celebridades, baixa remuneração e me tornei um referencial no mundo acadêmico. 36ª ed. São Paulo: Falidos, 2087.
E se eu me inscrever no BBB9? Vão me reconhecer mais rápido? É mais fácil ser reconhecido pela capacidade intelectual ou pela vontade de aparecer? Por que um acadêmico ou um literato demoram uma vida inteira pra serem reconhecidos quando uma sub-celebridade o consegue em cinco minutos?
Einh? einh? Dúvida, dúvida!
.... Saco!
Sem querer causar frisson geral, mas é nessas horas que eu perco todo meu patriotismo e penso que seria melhor ter nascido na Europa (ohhhh, jura?). Ou ainda em qualquer outro lugar do mundo que seja lembrado por outro fator além de 11 homens que são milionários por correrem atrás de uma bola ou de um bando de
O que que é? Você não concorda? Então vá à livraria mais próxima da sua casa e faça a seguinte pergunta ao atendente:
.
Façam já suas apostas!
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Da série: Histórias de consultório
"Índia seus cabelos nos ombros caídos, negros como a noite que não tem luaaar"
Pensa: Jesus me chicoteia, queria estar errada mas tenho CER-TE-ZA, certezinha, que essa pessoa entrará aqui.
(a tal pessoa realmente entra e se dirige a um representante que estava aguardando tranqüilamente o momento de ser atendido)
- Uuuu sssiinnhorrr num teem um trooocado aê nauum moço?
- Não, estou sem nenhum dinheiro!
(A secretária continua digitando, agora frenéticamente, fingindo naturalidade mas convicta de que não escaparia.)
- Ôoo mooçaa, cê pudia me dar um dinhee... *pausa espantosa* ... Moooça duu céééu, olha aquiii pra mim?
**MEDO*** (a secretária olha pro bêbado que tinha um olho aberto e o outro fechado, com cuspe nas mãos e um aspecto asqueroso.)
- Mooçaa du céu, é você!!!! (grita) GEEEENTE, É ELA!!! NÃO ACREDITO, É ELA, É ELA!!! (e se põe a pular e fazer uma dança estranha dentro da recepção).
- Eu?? (começa a sibilar)... eu o quê moço? (enquanto afastava a cadeira lentamente)
- GENTE, MOÇA, CASA COMIGO?
- Que que o sr tá falando? (corre pra perto do representante)
- GENTE, É ELA!!!
O representante se irrita, levanta e grita com o etílico-dependente:
- É ela quem moço? O senhor pode ir embora? Pára de perturbar a menina...
- MOÇO du céu, mas eu não possooo... Cê num tá vendo quem é ela? É ELA!!!
- ELA QUEM? (diz o representante perdendo a paciência)
- Ora moço, o sinhor só num percebe si for cego, É ELA, a Stephanie do Mônaco!!!
Gente, tá certo que meio que foi um elogio, porque apesar de ela nem ser bonita, é milionária, tem toda finesse do mundo e é da realeza né, mas pelamor, veja o que o álcool faz com as pessoas?
Fiquei me imaginando bêbada vendo um mendigo e dizendo que encontrei o Gianecchine. *MEDO*
Nunca mais quero ficar bêbada. Parei. Juro!
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Vida nova.
Eu fiquei parada olhando pros cômodos vazios daquela casa nova e toda bonitinha e então pensei que sou mesmo uma frígida insensível. Eu nem olhei pra trás quando saí da casa velha, não tive a mínima consideração e só me dei conta de que nunca mais poria os pés naquele lugar depois que já estava bem longe de lá. Mentira, eu me lembrei disso enquanto descia as escadas pela última vez mas eu não quis olhar pra trás e nem demonstrar nenhum apreço por aquele lugar e nem por aquelas pessoas. Elas também não gostam de mim.
Enquanto eu desencaixotava as minhas coisas fui vendo o quanto mudei. Eu era uma tremenda idiota há exatamente 24 horas, meu Deus!
Eu me deitei em um colchão na sala - porque o sofá ainda não chegou- e olhei através do vidro do jardim de inverno pra aquele céu que era o mais azul que eu já tinha visto na vida. Eu detesto azul, sobretudo o azul celeste mas no céu ele fica lindo, só no céu. Pensava em milhões de coisas e a única coisa que eu sentia era tédio. Eu queria mesmo que tudo aquilo fosse completamente verdade, a coisa da mudança, eu queria que fosse completa. Pela primeira vez na vida eu queria abrir mão de tudo. Do meu passado e das pessoas que eram importantes pra mim na época em que eu era uma tremenda idiota. Não, eu não queria falar com ninguém.
Impressionante como a CTBC anda eficiente. Em menos de meia hora após ser feito o pedido de transferência da linha telefônica e da internet havia um técnico na sala da minha casa instalando o telefone. Eu pedi baixinho a Deus que ele não pudesse instalar a internet ainda. E Ele me ouviu.
Eu queria me desocupar daquilo, eu pensei tanto em jogar todos aqueles escritos no lixo, junto com o meu celular, o ship e tudo, porque já que vou ganhar um novo queria também mudar de número. Mudar é sempre bom... E eu não vou passar meu número pra ninguém. Pra ninguém!
Verde é uma cor tão bonita. Eu quis o sofá verde, verde oliva. Contrastou perfeitamente com as paredes pêssego e com o barrado cor-de-laranja que tem antes do teto. Achei muito feliz.
A mesa da cozinha eu pedi verde-limão. Eu queria coisas felizes, apesar de não ser esse o sentimento total que me ocupava. Olhar pra cozinha e sentir felicidade forçada pelas cores vivas e fluorescentes é sempre bom.
Aquele piso branco me incomodava, dá pra ver qualquer sujeira, por mais mínima que seja. Tanta transparência me era desconfortável naquela hora. E todos brigavam comigo porque enquanto estava tudo uma bagunça eu me preocupava em ajustar os quadros na parede. Acho que os detalhes são importantes, oras.
Mamãe mandou eu comprar um armário pra colocar minhas agendas e papéis avulsos, disse que eu era uma nostálgica-apegada e que devia jogar aquilo fora porque tanto peso estava desalinhando as gavetas do guarda-roupas. Eu comprei o armário.
Ninguém me falou nada, mas eu sentia que estavam todos pensando que eu queria fugir dali. Eu nunca gostei de bagunça, muito menos de arrumá-la, mas estava estranhamente confortável no meio do desconforto daquela mudança. "Preciso mudar", pensava.
"Se esse dia passar logo, amanhã vai ser diferente, porque eu já não sou mais a mesma, nem moro mais no mesmo endereço!".
Eu já decorei o endereço novo. Estranhamente eu decorei depois de lê-lo pela primeira vez. Achava que só tinha facilidade para decorar músicas depois de ouví-las pela primeira vez, mas não, eu decorei o endereço, só não sabia o CEP, mas tanto faz, o importante era a minha sede pela mudança.
"-Vamos brincar de vida? Você cuida da sua e eu cuido da minha! O que fode é a falta de confiança, sabe? Simplesmente me canso, me canso de tudo, e você já sabia desde o início que eu iria ficar entediada, não sabia? Pois é, a hora é agora, o dia é hoje! Fiquei. E sabe por que? Porque simplesmente eu posso mudar, posso conhecer outras pessoas, posso acreditar nelas também, e quando eu me cansar delas, eu mudo outra vez, conheço outras e outras. Porque no final, baby, ninguém é de ninguém e eu não sou e nunca serei absurdamente previsível: pasme!"
No dia anterior, ao chegar óbviamente atrasada na faculdade, fazia, apressada, uma leitura dinâmica da correção do artigo e conversava com uma amiga sobre a orientação do mesmo, enquanto ouvia, perifericamente, a professora dizendo:
"A gente só sabe de uma pessoa até onde ela quer nos mostrar, e só conhecemos alguém completamente depois que esse alguém morre. Todos podem nos surpreeender o tempo todo até o momento da morte. Isso é o que difere uma pessoa de um personagem, porque quando acabamos de ler um livro, conhecemos totalmente a personagem, mas na vida, não conhecemos ninguém completamente. Esse é um grande atrativo da literatura, pois nos dá a ilusão de podermos conhecer alguém por inteiro."
"Cara, eu amo literatura! - pensei sorrindo antes de sair da sala- e sabe? Que me perdoem Joana, Virgínia, Ana, Lóri, GH, Martin, Ângela e afins, eu gosto mesmo é da Macabéa."
Enfim, hoje quando acordei, percebi que estava em casa e que tinha uma família que era incrívelmente a mesma, apesar das mudanças. E apesar de tudo mudar, eles continuavam os mesmos, com os mesmos puta-defeitos de sempre. E que me amavam, apesar dos meus puta-defeitos. E que eu os amo, apesar de terem os puta-defeitos também e de poderem me decepcionar a qualquer hora. E o amor é esse. Finalmente, eu estou feliz.
P.S - Acho que esse é o texto mais sub(jetivo)versivo que eu devo ter escrito na vida.
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Dúvida, dúvida...
Tentei me calar, mas se tem uma coisa que eu não consigo é ficar engasgada!
Lá vai:
Alguém sabe se eu tenho algum leitor (sexo masculino) h-e-t-e-r-o-s-s-e-x-u-a-l?
Mas...E amigo? Eu tenho algum amigo h-o-m-e-m?
E por obséquio, cadê os m-a-c-h-o-s do mundo?
Por acaso, ainda existem h-é-t-e-r-o-s? Se existem, pra onde foram?
Choquei!
Obrigada pela atenção.
P.S- Esse é um post em que bloquearei os comentários porque tenho muito medo da resposta.
terça-feira, 12 de agosto de 2008
(?)
Sabe, é mentira, é que eu vou colocar uns cílios postiços lindos e duráveis. Reza a lenda que duram três meses e tal. Eu duvido, mas vou tentar. Sempre me encantou cílios longos e volumosos, mas pra variar, não fui agraciada pelos céus, acho que cheguei atrasada na distribuição de cílios, deve ser... Eu acho que na distribuição dos céus deveria vigorar uma política socialista porque é tanta desigualdade, sem noção! (momento indignei-me com a administração celeste)
Ontem eu estava super felizinha e saltitante, assim, de graça e tudo. Fiz até uns templates bonitinhos para minhas primas neo-blogueiras, ai, que amor que eu sou!
*Pausa para assunto relâmpago*
Cara, entrou aqui no consultório agora o Fernando, representante de um laboratório fodão e tal. Meu, mór tipinho de go go boy. Tipow, cara de Ken-da-Barbie, sabe? E quando ele fala tem uma voz serena e vibrante que deixa a gente com um sorriso débil e quase imperceptível, pois sempre que chega, faz aquele olhar "me segura, vou te hipnotizar" (marketing-on) e diz: "Olá Aninha, vim te ver". Meu, seria muito mais proveitoso se ele dissesse: "Olá Ana Laura, vim
É mentira que eu me derreta toda por esses trogloditas-capitalistas porque, na verdade, eu odeio esses tipinhos vendidos com plaquinhas: "meu-sorriso-vale-ouro", "minha-gentileza-tem-preço" ou "bem-pago-por-ser-bonito", sabe? Brochante, quase um michê. E tenho raiva dele também porque certa vez, ele foi me cumprimentar e (eu achando que ia só apertar minha mão) o cara me dá um beijo estalado e tal, e, não é que eu não tenha gostado (quem não conhece que compre) ou faça o tipo "não dei liberdade para tal" (até porque se tem alguém que paga pra ele conquistar as secretárias tenho mais é que aproveitar, oras) até tô acostumada porque 80% dos representantes tem esses hábitos amistosos, alguns quase te beijam na boca, te convidam pra almoçar, perguntam sobre a sua vida pessoal e tudo, mas né? É que ele sempre cumprimentava com apertos-de-mão (uma pena) e então, me pegou de surpresa assim, e eu fiquei com mór cara de débil mental e comecei a sibilar super. Hahahaha, que horror, meu Deus, que horror!
Bem, deixa o Fernando pra lá porque ele me afeta advanced-ever.
Onde é que eu estava mesmo? Ah, então, estava super feliz ontem até que me contaram que vou mudar de residência. O daddy quis uma casa maior, terei meu tão sonhado quarto individual e tudo, mas gente, me deu um pesar... Não pelos vizinhos que me odeiam, mas é que cara, fazem dez anos que moro no mesmo lugar, tem todo um sentimento envolvido, meus amigos que possam ir me visitar, meus antigos affairs que possam resolver aparecer DONADA e tal. Enfim, terei que superar.
Ai, como eu tô aleatória hoje... Vou parar, tenho um super fichamento pra fazer e insisto em ficar aqui escrevendo sobre travestis, representantes de laboratórios e mudança de endereço. O que a preguiça de um texto da gramática descritiva sobre advérbios não faz com a gente einh... Hahahahaha!
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Update: Ai, coloquei os tais cílios ontem. Ó, não é de Deus, não é de Deus!
Cara, nunca senti tanto desconforto na vida! Assim, primeiro pinicava super por causa da cola que tem cheiro de Super Bonder mas é preta, depois sujava o olho inteiro de preto e tinha que limpar com um removedor que parecia ser composto de caldo de pimenta, tíner e enxofre direto do inferno porque ardia e queimava horrores! Chorei super, e não saía a cola preta da parte de baixo dos meus olhos, um filme de terror! Sem contar a hora que grudou as duas pálpebras e a moça tentando abrir meu olho que não abria por nada! Genteeeeee, surtei!
Mas ó, ficou bonito, viu? Bem, bonito é pura modéstia minha... Ficou foi lindo, um arraso, sublime, os cílios perfeitos e tal. Me sinto quase uma "merricana" legítima (ou seria Isabelita dos Patins?), enfim...
Ai, mas ainda tô muito traumatizada pra dizer se vale á pena ou não. Acho que a prova virá com o tempo, ou seja, se valeu, com certeza eu vou por outra vez né? Esperemos para ver...
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Por que tanto amor?

Mais tarde, um dia... saberemos amar Clarice."
Carlos Drummond de Andrade
É claro que nunca vou saber me expressar tão lindamente quanto fez Drummond nesta homenagem à Clarice. Eu só sei que hoje eu acordei com saudades dela...
Como pode alguém sentir saudades de quem nunca esteve por perto? E... Será que não?
Outro dia fui surpreendida por uma pergunta de um amigo que dizia: "Se você pudesse ressucitar alguém, quem seria?", acho que minha resposta foi mais surpreendente do que a pergunta em si, porque sem titubear respondi: "Clarice Lispector". "Mas... E seu avô?"- foi o que me disse por saber o quanto a falta dele é significante para mim- mas mesmo que a resposta coerente fosse outra, eu sabia, no fundo do meu âmago, que se me dessem oportunidade para tal feito, seria Clarice quem eu traria de volta à vida. O motivo talvez seja explicado pelo fato de que meu avô viveu comigo, por mais que me faça falta eu tive a oportunidade de estar com ele, aprendi o que ele tinha a me ensinar e o que restou foi só saudade, saudade boa, mas se tem alguma coisa que acho injusta nesse mundo, é não ter podido estar frente-á-frente com Clarice. Suas palavras ficaram, o que faz dela imortal, mas não me conformo de não ter sido contemporânea a ela.
Sinceramente eu não sei se vou viver para conseguir entender qual é minha ligação com essa mulher. De onde vêm tanta sintonia? O que nela está tão intrínsecamente ligado a mim a ponto que suas palavras possam sondar e perscrutar minha alma? Como a imagem dela pode me causar arrepios e uma simples palavra escrita por ela pode me fazer estremecer de alegria ou me debulhar em lágrimas?
É certo que Clarice foi, é, e sempre será um mistério para todos, mas sobretudo é para mim que nasci dez anos após a sua morte e sinto como se ela vivesse perto de mim, como se suas palavras tivessem sido escritas intencionalmente para cada momento da minha vida. Será muita pretensão da minha parte? Acho que não! É, absolutamente.
Conheço pessoas que não gostam do estilo dela, pra mim soa absurdo, mas como ela mesma disse, seu contato com as pessoas é assim: "ou toca, ou não toca". Mas como é que alguém pode não ser tocado, meu Deus?
É realmente um jogo de extremos, pois os que são tocados se tornam tão fanáticos que chegam a beirar a idolatria. Cazuza foi um dos maiores admiradores de Clarice, leu Água Viva cento e onze vezes. E eu vejo pessoas fascinadas, espalhando a semente clariceana por toda parte, como a Dani, com seu lindo blog, e tantos outros por aí. Para nós, apaixonados, é muito difícil imaginar a resposta da pergunta que me ocupa a mente:
Como não amar Clarice?